Wilson Lima anuncia medidas após Maria do Carmo publicar mensagem com ameaça atribuída a facção

Candidato ao Senado diz que acionará órgãos policiais e eleitorais; publicação feita pela candidata ao Governo teria ameaças contra apoiadores de Wilson

Wilson Lima anuncia medidas após Maria do Carmo publicar mensagem com ameaça atribuída a facção Foto: Divulgação Notícia do dia 28/08/2026

O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) anunciou que vai acionar autoridades policiais e eleitorais após a candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), divulgar nas redes sociais uma mensagem atribuída a uma facção criminosa contendo ameaças contra pessoas que fizerem campanha para Wilson.

 

Segundo a campanha do candidato, o conteúdo publicado por Maria do Carmo nesta quinta-feira (27) também indicaria uma tentativa de impedir manifestações de apoio a Wilson Lima em determinadas áreas.

 

Wilson classificou o episódio como grave e afirmou que a situação ultrapassa os limites da disputa eleitoral.

 

“O que eu vou falar aqui é muito grave. E é algo que vai muito além de uma campanha eleitoral. A candidata Maria do Carmo usou a rede social dela para divulgar uma suposta mensagem do crime organizado ameaçando quem fizer campanha para mim e tentando impedir manifestações políticas em determinadas áreas”, declarou.

 

De acordo com Wilson, a publicação teria reproduzido o conteúdo atribuído à organização criminosa. Ele criticou Maria do Carmo por, segundo sua avaliação, não ter repudiado as ameaças.

 

“A senhora pode não gostar de mim. Pode não concordar comigo. Pode criticar minhas ideias, minhas propostas, minha gestão. Isso faz parte da democracia. Mas o que é certo é certo. Quando uma facção ameaça pessoas e tenta decidir quem pode ou não pode fazer campanha dentro de uma comunidade, isso não é rejeição política. Isso é intimidação”, afirmou.

 

Campanha anuncia medidas jurídicas

A assessoria de Wilson Lima informou que o setor jurídico da campanha pretende registrar ocorrência na Polícia Civil e comunicar o caso à Polícia Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e ao Ministério Público Federal (MPF).

 

A campanha também anunciou que pretende notificar as direções estadual e nacional do PL para que o partido se manifeste sobre a publicação feita pela candidata.

 

Wilson Lima relacionou o episódio ao debate sobre segurança pública e argumentou que qualquer tentativa de grupos criminosos de interferir na liberdade de manifestação política deve ser investigada.

 

“Facção não escolhe candidato. Facção não decide quem pode fazer campanha. E bandido não manda no voto de ninguém. No Amazonas, quem tem que mandar é o Estado. E quem escolhe seus representantes é o povo”, concluiu.

 

Contraponto: o espaço permanece aberto para manifestação de Maria do Carmo e do Partido Liberal sobre as declarações de Wilson Lima, o conteúdo da publicação e as medidas anunciadas pelo candidato.

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