Urnas de 2026 encerram ciclos políticos e consagram novos vencedores no país e no Amazonas

Tiririca e Randolfe Rodrigues estão entre os nomes nacionais derrotados; Sérgio Moro vence no Paraná, enquanto veteranos da política amazonense ficam sem mandato

Urnas de 2026 encerram ciclos políticos e consagram novos vencedores no país e no Amazonas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Notícia do dia 06/10/2026

As eleições de 2026 produziram resultados marcantes para personagens conhecidos da política brasileira e também encerraram ciclos de veteranos no Amazonas.

 

Depois de quatro mandatos consecutivos como deputado federal, Tiririca (PSD) não conseguiu a reeleição. Desta vez concorrendo pelo Ceará, após deixar São Paulo, o humorista recebeu apenas 5.523 votos e ficará fora da Câmara dos Deputados a partir de 2027.

 

Outro nome nacional derrotado foi o senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso. Senador pelo Amapá desde 2010, Randolfe ficou em terceiro lugar, com 18,55% dos votos. As duas vagas do estado ficaram com Rayssa Furlan (Podemos), com 29,98%, e Lucas Barreto (PSD), com 24,22%.

 

No Paraná, o resultado foi favorável ao ex-juiz e senador Sérgio Moro (PL). Ele foi eleito governador já no primeiro turno, alcançando 50,10% dos votos válidos. Moro superou Sandro Alex (PSD), que recebeu 25,37%, e Requião Filho (PDT), com 23,47%.

 

Veteranos ficam sem mandato no Amazonas

No Amazonas, as urnas também atingiram políticos com décadas de vida pública. O deputado estadual Sinésio Campos (PT) não conseguiu renovar o mandato depois de sucessivas eleições desde 1998. Ele recebeu 22.951 votos. As duas cadeiras conquistadas pelo PT na Assembleia Legislativa ficaram com Zé Ricardo e Clóvis Curubão.

 

Na Câmara Federal, Silas Câmara (Republicanos) também ficou sem mandato. O parlamentar recebeu 93.592 votos, ou 4,42% dos votos válidos, e terminou na condição de suplente.

 

Dois outros nomes tradicionais da política amazonense tentaram retornar à Câmara dos Deputados, mas não conseguiram. O ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto (MDB) recebeu 17.662 votos, equivalentes a 0,83% dos válidos, ficando como suplente.

 

Também ex-deputado federal, Pauderney Avelino (PSD) voltou a disputar uma cadeira na Câmara, mas terminou novamente na suplência. Ele obteve cerca de 38,3 mil votos, ficando atrás de outros nomes da chapa do PSD.

 

Átila Lins também ficou fora da Câmara Federal. Com uma longa trajetória política no Amazonas e vários mandatos como deputado federal, ele não conseguiu garantir uma das cadeiras do estado nas eleições de 2026.

 

Átila Lins tem cerca de 40 anos de vida pública, conforme divulgado em suas próprias redes sociais oficiais. São 12 mandatos parlamentares ao todo, sendo três estaduais e nove federais consecutivos.

 

É deputado federal desde 1º de março de 1991, somando 35 a 36 anos de atuação contínua no Congresso Nacional.

 

Os resultados mostram uma eleição marcada tanto pela vitória de nomes de projeção nacional, como Sérgio Moro, quanto pela interrupção de longas trajetórias parlamentares. No Amazonas, principalmente, as urnas redesenharam parte da representação política ao deixarem fora dos mandatos nomes que durante décadas ocuparam espaço no Legislativo estadual e federal.

Tags: