Setembro Amarelo: É Preciso falar abertamente sobre suicídio, afirma psicólogo

Na cartilha do Setembro Amarelo, disponível na internet, se lê que 'se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave.'

Setembro Amarelo: É Preciso falar abertamente sobre suicídio, afirma psicólogo Foto: João Carlos Moraes Notícia do dia 15/09/2022

Dando continuidade a celebração do Setembro Amarelo, campanha de prevenção do suicídio, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Adolfo Lourido desenvolve por todo este mês uma série de atividades como panfletagem, entrevistas em rádios e palestras nas escolas.

 

O lema deste ano é “A vida é a melhor escolha!”. O suicídio ainda é considerado um tabu na sociedade. Para o psicólogo do Caps Parintins, Gustavo Carneiro, é necessário mudar esta triste realidade falando abertamente sobre o assunto.

 

“A gente nunca falou de saúde mental se fizermos um retrospecto ao logo do tempo, ao longo dos anos, nunca se falou de saúde mental, nunca se falou sobre transtornos mentais. Quando falamos em tabu é porque as pessoas ainda não estão preparadas, elas negam a doença mental e negam os seus cuidados, quando buscamos esses espaços de fala, a gente vê uma resistência para falar sobre esse tema, em especial ao suicídio que nós estamos na campanha, ele é um tabu porque não se tem esses espaços de fala, mas estamos quebrando, sim, esse conceito de não se falar”, declarou. 

 
O psicólogo acredita que a resistência em tocar no assunto se deve, na maioria das vezes, na falta de conhecimento, por isso, é preciso falar sobre tema, mas com cuidado e inteligência.

 

Carneiro ressalta que imprensa em geral deve ser utilizada como uma forma de conscientização e combate ao suicídio, e orienta como ela pode ser usada para noticiar os fatos relacionados ao suicídio. 

 

“A imprensa não é proibida de falar do assunto, não é proibida de divulgar dados. Qual é nossa crítica e o Conselho Federal de Psicologia, Psiquiatria, Medicina diz sobre isso? É a não divulgação de dados pessoais, não divulgação de nomes, de cartas pessoais. A gente faz essa orientação da não divulgação principalmente das mortes, isso não motiva, isso causa um alarde isso pode gerar um gatilho, mas também isso não quer dizer que vai desencadear uma crise ou efeito dominó de que várias pessoas vão cometer [suicídio]” 

 

Na cartilha do Setembro Amarelo, disponível na internet, se lê que "se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave."

 

Por João Carlos Moraes

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