Foto: Pitter Freitas/Andrey Vicente/ SECOM
Notícia do dia 01/07/2026
A Rede de Proteção de Parintins consolidou, durante o 59º Festival de Parintins, nos dias 26, 27 e 28 de junho, ampla atuação voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência sexual e do trabalho infantil com 16.097 abordagens de sensibilização e orientação a pais, responsáveis, visitantes e à população em geral, levando informações sobre os direitos de crianças e adolescentes, formas de prevenção e canais de denúncia.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SEMASTH), a iniciativa mobilizou mais de 400 profissionais e voluntários de diferentes órgãos e instituições.
Entre as principais frentes de atuação estiveram as ações preventivas, mobilizações comunitárias, articulação institucional, fortalecimento das ações do Selo UNICEF, produção e distribuição de materiais educativos e divulgação dos canais oficiais de denúncia.
A base instalada na Escola Municipal “Aldair Kimura” acolheu 54 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, encaminhados pela Central Integrada de Fiscalização (CIF) durante as madrugadas dos dias 27, 28 e 29.
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) funcionou como base da Rede de Proteção e também como referência para o credenciamento de crianças e adolescentes, conforme previsto na Portaria nº 3/2025.
O balanço das ações registrou 59 casos de negligência envolvendo crianças e adolescentes, 54 casos de autonegligência relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas ou uso de substâncias psicoativas, cinco casos de trabalho infantil e um caso de abandono de criança com deficiência. Os casos envolvendo crianças e adolescentes residentes em Parintins serão acompanhados pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social - CREAS.
Como parte da campanha educativa, foram distribuídos 9.954 materiais informativos, entre ventarolas, folders e cartazes, contendo orientações sobre prevenção e os canais oficiais para denúncias, inclusive anônimas.
A iniciativa ampliou a divulgação dos serviços de proteção e incentivou a população a denunciar situações de violação de direitos.
As equipes também atuaram nas filas de acesso aos bois Garantido e Caprichoso, orientando sobre o cumprimento da Portaria nº 3/2025 da 2ª Vara da Comarca de Parintins, que estabelece normas para o acesso de crianças às arquibancadas das galeras.
A atuação integrada da Rede de Proteção demonstra que a união entre poder público, sistema de justiça, forças de segurança e sociedade civil fortalece as políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, declarou a coordenadora da Rede, Patrícia Pantoja.
“A Rede de Proteção representa um compromisso coletivo. Conseguimos alcançar a população e os visitantes que vieram. Nós tivemos uma ação com mais de 400 voluntários como o conselho de garantia de direitos, faculdades, sistema de garantia de direitos. Avaliação de forma positiva que teve o envolvimento direto da Prefeitura, prefeito Mateus Assayag, vice-prefeita Vanessa Gonçalves, a secretária Zeila que coordenou toda essa rede”, enfatizou.
Além da proteção de crianças e adolescentes, as ações também priorizaram a segurança e a proteção das mulheres. Por meio do protocolo “Não é Não”, coordenado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDMPIN), foram realizadas ações de conscientização para prevenir e combater a violência durante o período do festival.
A presidente Joana Dar’c avaliou de forma positiva. “O Colegiado de Mulheres participou das ações integradas da rede, registramos poucas intercorrências contra as mulheres. E as que foram detectadas já foram adotadas providências e encaminhadas ao Ministério Público e à rede de atendimento. Tivemos duas medidas protetivas de urgência (MPU) pós-festival de violência doméstica contra a mulher”, informou.
Texto: Josene Araújo - SECOM/SEMASTH