Fotos: Secom/PMP
Notícia do dia 14/05/2020
Por Neudson Corrêa
O ‘toque de recolher’ reeditado na semana passada em Parintins, com a ampliação do horário, que se estende das 15h às 6h da manhã, teve a adesão, sim, da população, porém há uma resistência de moradores dos bairros periféricos.
A observação é feita por um servidor público que integra a equipe de fiscais, composta pelas seguintes instituições e órgãos públicos: Coordenadoria de Terras, Cadastro e Arrecadação, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Guarda Municipal e Vigilância em Saúde.
“Em relação ao cumprimento do ‘toque de recolher’, com base na percepção que tenho quando estou atuando com as equipes, posso afirmar que a maioria da população entende a gravidade da situação e busca colaborar para que o quadro não se agrave. O maior problema que enfrentamos está nas áreas periféricas da cidade”, comentou.
O servidor público diz, ainda, que no horário que vai até as 15h a movimentação é intensa, dando a impressão que tudo está normal. À noite, a maioria das pessoas procura cumprir o decreto que prioriza o distanciamento social.
“Outro problema é que durante o dia o fluxo de pessoas nos logradouros públicos segue uma dinâmica de normalidade. Durante a noite a maioria se recolhe, mas durante o dia isso não acontece”, contou por telefone.
Mas é aí que está o perigo. De dia o cidadão circula pela cidade, se envolve em aglomeração, muitas vezes até sem o uso de máscara. Na volta para a casa dele se torna mais um potencial propagador do coronavírus.
O servidor, que terá o nome resguardo, comenta que quanto o índice de adesão ao isolamento social não tem como fazer uma estimativa, mas, com base em observação é possível afirmar que parte da população entende e cumpre as medidas restritivas.
“Com relação ao índice de adesão, não temos como mensurar. Mas com base em observação da dinâmica social, é possível afirmar que uma boa parcela da população entende e colabora com as medidas restritivas de circulação”, ressalta.
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Medidas restritivas
Pelo decreto, publicado na sexta-feira, 8, mas que só entrou em vigor no sábado, 9, ficou estabelecido que o toque de recolher, das 15h às 6h, visa coibir a circulação e aglomerações durante a pandemia.
Fica liberado somente o funcionamento do comércio essencial das 6 às 15 horas. A partir das 15 horas fecha tudo. Só pode funcionar delivery. Está liberado apenas o funcionamento de drogarias, farmácias, lanchonetes, restaurantes e supermercados que trabalham com entregas.
O aumento no horário do toque de recolher e o endurecimento da fiscalização nas ruas tem por objetivo baixar a curva de contaminação do coronavírus em Parintins. De acordo com o prefeito Bi Garcia, dependendo dos resultados das medidas, se não surtirem efeito esperado, o Município pode decretar lockdown.
"Já se começa a discutir o lockdown. O lockdown é fechar tudo, não deixar sair mais ninguém. A gente passa 10, 15 dias trancados em casa, mas ninguém se contamina. É uma experiência que vários países executaram e que deu certo. Hoje já estão saindo do isolamento e estão voltando a funcionar naturalmente por causa dessa regra de lockdown", frisa.
Com informações da Secretaria de Comunicação do Município.