Parques urbanos transformam as cidades, mas a manutenção é essencial para preservar investimento público

Obras do estado recuperaram áreas degradadas e criaram novos espaços de lazer, que precisam ser preservados

Parques urbanos transformam as cidades, mas a manutenção é essencial para preservar investimento público Foto: Caio de Biasi Notícia do dia 24/07/2026

Nos últimos anos, diferentes regiões de Manaus passaram por um amplo processo de requalificação, com a construção de quatro novos parques e a reforma ou revitalização de outros nove espaços públicos voltados ao lazer e ao bem-estar da população. As obras transformaram locais antes degradados em ambientes com áreas verdes e estruturas de convivência. Esses investimentos contribuíram para melhorar a qualidade de vida e ampliar as alternativas de uso coletivo nos bairros da capital. A continuidade desses benefícios, porém, depende da manutenção permanente dos espaços após a conclusão das obras.

 

Esse conjunto de intervenções faz parte da política de requalificação conduzida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), desenvolvida ao longo das diferentes fases do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+).

 

Dos 13 parques construídos, reformados ou revitalizados pelo estado, 11 estão sob administração do município, responsável pela manutenção desse tipo de espaço e seus equipamentos. Os parques Rio Negro, no São Raimundo, e Senador Jefferson Péres, no Centro, permanecem sob gestão do estado. Independentemente do modelo de competência, a conservação permanente é o que assegura a continuidade dos benefícios proporcionados pelos investimentos realizados, explica o engenheiro civil Marcellus Campêlo, ex-secretário da Sedurb e da UGPE.

 

Para Campêlo, que participou por mais de sete anos da condução das principais obras de requalificação executadas pelo estado, a inauguração dos parques representa apenas o início de uma política pública que deve ser permanente. “Uma obra não termina quando a fita é cortada. A manutenção garante que esse investimento continue gerando benefícios sociais, ambientais e urbanos ao longo dos anos", afirma.

 

A construção ou revitalização desses espaços, como destaca Campêlo, exige planejamento técnico, recuperação ambiental, obras de saneamento e drenagem, paisagismo e a instalação de equipamentos destinados ao esporte, ao lazer e à convivência. Todo esse conjunto precisa ser acompanhado por uma rotina permanente de conservação para preservar a qualidade dos espaços e evitar que o desgaste natural comprometa a estrutura entregue à população.

 

Além de defender a manutenção contínua, Marcellus Campêlo, que é pré-candidato a deputado estadual, propõe a criação de um programa permanente de requalificação de praças, parques, campos, quadras esportivas, feiras e mercados públicos. "É uma forma de preservar esses espaços, que são tão importantes para as nossas cidades e para a população", ressalta.

 

PARQUES EM TODA A CIDADE :

A política de requalificação conduzida pela Sedurb e pela UGPE alcançou diferentes regiões de Manaus, com a construção de novos parques e a recuperação de espaços públicos de lazer. Entre os parques construídos estão o das Araras e o Dois Amigos: Oscarino e Peteleco, ambos na Praça 14 de Janeiro, além do Castelhana, na Aparecida. Por meio de convênio com recursos repassados ao município, também foi construído o Parque Linear Amazonino Mendes, no Novo Aleixo.

 

As obras de reforma e revitalização contemplaram os parques Senador Jefferson Péres, Paulo Jacob, Largo Mestre Chico e Eliza Simões, todos na região central; Rio Negro, no São Raimundo; Manaus 2, na Praça 14 de Janeiro; Linear da Freire e Beira Rio, no Igarapé do 40; Triângulo São Raimundo, na Compensa; e Kako Caminha, no bairro Presidente Vargas.

 

O Parque Rio Negro, no bairro São Raimundo, é um exemplo de conservação permanente. Construído pela UGPE e revitalizado em 2021, no âmbito das obras do Prosamin+, o espaço é administrado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e mantém preservados playground, academia ao ar livre, pistas de caminhada, mirantes, áreas verdes e equipamentos urbanos, permitindo que continue sendo utilizado diariamente pela população.

 

Situação semelhante é encontrada no Parque Senador Jefferson Péres, na avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro. Também administrado pela SEC, o espaço mantém serviços regulares de limpeza, jardinagem, conservação da infraestrutura e programação cultural, preservando as características que fizeram do local uma referência de lazer na capital.

 

MORADORES DEFENDEM MANUTENÇÃO:

Um exemplo da importância da conservação contínua desses locais pode ser observado no Parque das Araras, na Praça 14. Inaugurado em 2022, após investimentos de aproximadamente R$ 41,5 milhões, o espaço integra as obras de revitalização do Igarapé do Mestre Chico e ocupa uma área de cerca de 15 mil metros quadrados.

 

Projetado para integrar recuperação ambiental, esporte e lazer, o parque reúne quadra poliesportiva, playground, academia ao ar livre, trilha verde, paisagismo e áreas de convivência que passaram a fazer parte da rotina dos moradores. Quatro anos após a inauguração, parte da infraestrutura já apresenta sinais de desgaste, reforçando a necessidade de uma rotina permanente de manutenção para preservar a qualidade do espaço e garantir seu uso pela população.

 

A líder comunitária Patrícia de Souza Lima, moradora do Residencial Mestre Chico, afirma que o local precisa de conservação e fiscalização contínuas para evitar a degradação dos equipamentos e assegurar que o espaço permaneça em boas condições para moradores e visitantes.

 

"O parque mudou a realidade da comunidade quando foi inaugurado. Hoje, o que a gente pede é que esse patrimônio continue sendo cuidado para que as famílias possam utilizar o espaço com segurança e qualidade", observa.

 

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