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Notícia do dia 11/03/2022
Ainda esperando resposta da Justiça sobre o processo que julga Reintegração de Posse, os moradores do Residencial Parintins irão realizar no domingo, 13, uma manifestação nas ruas do bairro. O ato é coordenado pela Associação de Moradores e busca dar maior visibilidade à causa que pede o título definitivo das moradias às pessoas que moram no local.
Segundo a associação, o ato está agendado para as 17h e será feito de forma pacífica, contando com os mais de 3 mil moradores do bairro. A presidente da associação, Rafaela Ribeiro, informou que a entendida acompanha legalmente o caso e aguarda desfecho favorável à suspensão da liminar de Reintegração de Posse.
"Nós vamos lutar. Vamos procurar os meios legais pra que a gente mostre a realidade desse povo e, claro, dizer a nossa proposta que nós temos hoje com a Caixa Econômica. A gente espera que a gente seja ouvido, até porque nós estamos falando em nome das famílias, aproximadamente três mil e quinhentas pessoas que moram no Residencial Parintins", destacou Rafaela Ribeiro.
Roberta Silva, o esposo e uma filha moram no bairro e não possui outro imóvel para morar. Ela ficou apreensiva com a notícia da Reintegração Posse e da possibilidade de ficar sem casa. Assim como os demais moradores, Roberta pede que as autoridades entendam a necessidade das famílias e entreguem as casas de forma definitiva.
O Deputado Federal José Ricardo (PT) entrou em contato com os moradores do Residencial Parintins, afirmando que está acompanhando o caso junto à Justiça e, segundo ele, "cobrando da Caixa Econômica uma solução mais justa para todos os moradores".
A Reintegração de Posse
Os moradores do Residencial Parintins foram surpreendidos no dia 02 deste mês com uma decisão do Juiz de Direito da Primeira Vara da Comarca de Parintins, Roberto Santos Taketomi, que pediu Reintegração de Posse do conjunto em nome da Caixa Econômica Federal. A decisão aconteceu no dia 25 de fevereiro de 2022, mas somente naquela quinta-feira as famílias tiveram conhecimento.
A Associação de Moradores entrou com pedido de suspensão da decisão de Reintegração de Posse junto à Defensoria Pública do Estado do Amazonas, através da defensora Lídia Azevedo. O documento se baseia numa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), do ano passado, que determina que até o mês de junho de 2022 é proibido despejos e reintegrações de posse contra famílias vulneráveis durante a pandemia de Covid-19. O caso segue em julgamento.

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