Moradora do Juruá, no Rio Tracajá, relata a dificuldade para conseguir alimento para a família

O imenso rio que banha a comunidade secou e formou quilômetros de praia

Moradora do Juruá, no Rio Tracajá, relata a dificuldade para conseguir alimento para a família Foto: Divulgação Notícia do dia 11/10/2024

A moradora Maria Doroteia, da comunidade São Sebastião do Juruá, no Rio Tracajá, é uma entre centenas de pessoas que sofrem com a estiagem severa.

 

Por meio de imagens enviadas ao jornalismo Alvorada, Dona Maria relata os problemas enfrentados pelos moradores. O imenso rio que banha a comunidade secou e formou quilômetros de praia e o alimento retirado do rio ficou escasso.

 

A aposentada disse que a estiagem transformou o rio Tracajá em riacho sem qualquer condição para navegar, muito menos para praticar a pesca. “A dificuldade é grande, mas a gente não se deixa abater. Somos guerreiros, porque temos que procurar o alimento. Quando a gente sai daqui a gente leva uma hora e maia andando até chegar lá aonde a gente pega as canoas”, declara.

 

Dona Doroteia afirma que tem que caminhar uma hora e meia para chegar até onde ficam as canoas. Além da distância, os moradores enfrentam a dificuldade com a lama que se forma quando o rio seca.

 

A pescaria agora é feita nas proximidades da comunidade Maranhão, região que ainda é possível ver um volume maior de água. "Só conseguimos pescar próximo a comunidade do Maranhão. Aqui no Juruá está tudo muito seco. Não tem condições..., mas mesmo assim vamos porque somos guerreiros. Essa estiagem está maltratando muito o pessoal do interior. Não podemos nos deixar abater por ela. Essa é a vida... temos que enfrentar ela como pode, desabafa. 

 

Dona Doroteia não se dá por vencida e encara a estiagem com garra.

 

 

 

Alvorada Parintins - Por Neudson Corrêa 

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