Liminar do desembargador Wellington Araújo suspende eleição na ALE-AM

Conforme liminar concedida em mandado de segurança, o presidente da ALE-AM comandou um episódio "sui generis", recheado de ilegalidades e arbitrariedades

Liminar do desembargador Wellington Araújo suspende eleição na ALE-AM Foto: Divulgação/Aleam Notícia do dia 05/12/2020

Liminar do desembargador Wellington Araújo, do TJ-AM, suspendeu no final da noite de ontem, sexta (4), eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), do dia 3. As informações são do BNC Amazonas.

 

Aliados do Governo do Estado, os deputados Belarmino Lins (Progressistas), Saullo Vianna (PTB) e Alessandra Campelo (MDB) pediram a liminar por meio de mandado de segurança contra o ato comandado pelo presidente da ALE, Josué Neto (PRTB).

 

Conforme as alegações principais, Josué Neto atropelou tudo que é norma interna para aprovar, com rapidez inédita na casa, alteração na Constituição do Amazonas.

 

Tudo para que esse propósito do presidente foi feito em poucas horas. Por exemplo, apresentação e aprovação da PEC com urgência, em dois turnos, emissão de pareceres e tramitação nas comissões, inscrição dos concorrentes na eleição, votação, promulgação do ato e publicação em diário oficial.

 

Como resultado, o magistrado escreve em sua decisão que Josué Neto foi arbitrário na condução da aprovação da PEC e na consequente eleição. Segundo a liminar, “atos ilegais, arbitrários e abusivos”.

 

Além disso, julgou que o presidente da ALE agiu com ardil “com clara finalidade de impedir qualquer reação destes [opositores] contra os atos”.

 

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