Garantido celebra diversidade na segunda noite do Festival Folclórico de Parintins

Em seu primeiro momento cênico e alegórico, o bumbá “abre segundo espetáculo contando a origem das humanidades para os Maraguá

Garantido celebra diversidade na segunda noite do Festival Folclórico de Parintins Foto: Lucas Silva/Secom Notícia do dia 02/07/2023

O boi Garantido apresentou na segunda noite do Festival de Parintins a temática “Eu sou, porque nós somos”. Festa dedicava a todas as cores, gentes, origens”, com destaque para “trabalhadores/as, LGBTQIAPN+, negros/as, mestiços/ as, indígenas, mulheres, caboclos/as e ribeirinhos/as”

 

Em seu primeiro momento cênico e alegórico, o bumbá “abre segundo espetáculo contando a origem das humanidades para os Maraguá. Para este povo, Monã é o Deus Criador de tudo o que existe. Criou Za’àpig, o Universo, e Guakap, a Terra, deixando-a sem habitantes. Apenas ele e seu filho Wasiry habitavam o mundo, até que Wasiry decide descer para Guakap e aqui completar a criação”. A cunhã-poranga, Isabelle Nogueira, apresentou sua dança.

 

A Celebração Folclórica a presentou a Amazônia como uma Mãe amorosa que acolhe diversos povos, com destaque para a comunidade  LGBTQIAPN+, que foi representada pela porta-estandarte, Lívia Cristina.

 

Como Figura Típica Regional o Garantido trouxe “As Caboclas do Barro”. “Uma fusão de arte com cerâmicas, panelas, santos para os louvores. Arte marajoara ou tapajônica, as “caboclas do barro” - do Distrito do Mocambo do Arari, em Parintins, a Santarém do Pará, passando pelas quilombolas do Norte - são ceramistas, escultoras, paneleiras, devotas”. Sinhazinha Valentina Coimbra fez uma apresentação empolgante.

 

O bumbá encerrou com o ritual indígena dos Ye’koana, “Odoshas”.  “rito de nominação e preparação de um membro desse povo para enfrentar o mundo de destruição e preparar novos morubixabas. O pajé Ueeni, em transe, irá em busca do guerreiro Wanadi, o herói ancestral dos Ye’koana. Enfrentando terríveis provações, o xamã chega ao céu ancestral e recebe os ensinamentos de como afugentar as sombras do mal e salvar o mundo do caos da ganância, da intolerância e da falta de amor pelo próximo”. O pajé, Adriano Paketá, fechou a noite com pajelança.


Eldiney Alcântara

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