Foto: Divulgação
Notícia do dia 16/03/2022
A fala do senhor Elias Andrade, 50 anos, retrata bem a manifestação realizada hoje, 16, no Residencial Parintins. "Estamos lutando", disse ele que mora no bairro desde o início da ocupação, em 2012. Os moradores saíram às ruas com cartazes e discursos que clamam pela casa própria. O manifesto foi denominado de "Ato em Defesa de Moradia".
Elias Andrade trabalha na construção civil e mora no Residencial Parintins com a esposas e dois filhos. Ele afirma que antes pagava aluguel, mas hoje quer pagar a casa própria. "A gente não queremos de graça. A gente quer pagar pra Caixa. Então, a gente está lutando pelo nosso direito. Nós estamos pagando água, energia. Todo mundo quer uma moradia, todo mundo quer zelar e cuidar do Residencial Parintins. Antigamente, ele era mato e hoje ele é um bairro e isso é uma coisa muito importante pra gente", disse.
A dona de casa Patrícia Oliveira, 48 anos, morava numa casa improvisada no quintal da casa da sogra. Pelas ruas do bairro, ela empunhou cartaz e discursou em defesa de sua casa. Ela pede que a Justiça dê decisão favorável aos moradores do bairro. "Eu quero que a Justiça olhe pela gente. A gente está lutando pela moradia, nossa moradia", pediu a dona de casa.
Há três anos, dona Janice Pereira, 56 anos, parou de pagar aluguel no Itaúna e foi morar no Residencial Parintins. Junto ao esposo e os filhos, ela também luta pelo sonho da casa própria. "Estamos aqui lutando pela nossa casa, pela nossa moradia, porque a gente precisa muito. Eu vivia alugado e eu queria muito ganhar, vencer essa batalha dessa casa. Deus vai abençoar pra gente conseguir as moradia pra todo mundo aqui do residencial", destacou a moradora.
No bairro também estão pessoas que foram contempladas pela Caixa Econômica Federal e tem direito à casa. Dona Josiane cansou de esperar a entrega das moradias e de pagar aluguel e resolveu ocupar um dos imóveis. Durante a entrevista ela se emocionou e chorou ao se mostrar solidária à causa. "Eu vim pra cá pela necessidade. Eu vejo a necessidade de muitas pessoas aqui que necessitam muito, por isso eu tô lutando, eu como contemplada, ocupante agora, eu tô lutando por eles, eu também tô na luta com eles", apoiou.

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