Foto: Arquivo/Repórter Parintins
Notícia do dia 18/06/2020
Após decisão Conselho Universitário da Universidade do Estado Amazonas (Consuniv), tomada por meio de videoconferência, no dia 15, que determina o retorno das atividades acadêmicas a partir do dia três de agosto, um grupo de alunos do Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp/UEA) divulgou uma carta aberta se posicionando contrário à medida. As informações são do site Igarapé Notícias.
De acordo com o documento “as medidas apontadas na reunião para elaboração do novo calendário são possíveis somente no campo da teoria, pois na prática não levam em consideração a realidade socioeconômica e, também, a acessibilidade dos acadêmicos”.
Segundo lideranças estudantis, a comunidade acadêmica não foi consultada sobre a possibilidade de retomada das atividades por meio de aulas remotas. “Em nenhum momento nós acadêmicos fomos ouvidos, não havia nenhum representante discente da reunião do Consuniv, apesar de estarmos sem representantes no Diretório Central dos Estudantes (DCE), temos várias lideranças que poderiam fazer parte. Somos a favor da volta das aulas, mas não que a qualquer custo”, contesta o acadêmico do curso de história, Thiago Godinho.
O estudante Rosivaldo Souza, do curso de matemática, é outro insatisfeito e lamenta a medida tomada pela instituição. “Essa decisão tomada sem consulta dos acadêmicos foi inesperada, tendo em vista que as aulas remotas não beneficiar ninguém, por vários motivos, dentre eles, um é a internet que oscila no município, sendo que nem todos possuem acesso, sem falar de colegas que moram os interiores e irão ser prejudicados”, lamenta o estudante.
O professor Eliseu Souza, do curso de pedagogia, também se diz contrário à decisão. “Nosso retorno deve acontecer após a OMS e demais autoridades sanitárias declararem segurança às pessoas. E ainda, após parecer do Conselho Estadual de Educação referendar a volta ás aulas. É um momento muito delicado e a vida precisa ser protegida. Não chegamos a deliberar esta pauta em nossas discussões de base e que dificulta muito, afinal docentes, estudantes e técnicos deveriam servidos, um questionário às pressas não reflete a necessidade da comunidade”, destacou Eliseu.
Coordenação de Qualidade
A coordenadora de Qualidade do Cesp/UEA, Keila Amoedo, se posicionou sobre a iniciativa dos estudantes, a qual considerou que a carta é um direito dos acadêmicos e que o retorno das aulas previstas para agosto de forma não presencial que é diferente de EAD. “Vale ressaltar que primamos pela vida dos nossos docentes, discente e demais funcionários considerando a pandemia”.
Keila Amoedo ressalta que nesse período de agosto e setembro as aulas poderão ser através de plano de estudo deixados na reprografia da instituição, enviados por meio de WhatsApp, e-mail, mensagens de texto, salvo em pen-drives, enviados por meio de embarcações, dentre outros meios.
A coordenadora de Qualidade do Cesp/UEA prevê que em outubro os alunos deverão retornar ao CESP, de forma moderada, com atividades práticas referentes às disciplinas e atendendo acadêmicos de áreas distantes que não conseguiram ter acesso no período de agosto e setembro, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Referentes aos acadêmicos surdos, cegos, indígenas, autistas, TDAH, Síndrome de Beckwiht, temos um núcleo de acessibilidade e estamos conversando com os intérpretes e tutores para tentar viabilizar da melhor maneira esse atendimento”, completou Keila Amoedo.