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Notícia do dia 30/05/2026
A ampliação do acesso à saúde e a redução do tempo de espera, a partir da implantação de serviços inovadores e que dialogam com a realidade regional, como a Telessaúde, o Barco Hospital e as Carretas da Saúde; a expansão da capacidade instalada da rede e a modernização da infraestrutura hospitalar; a reorganização do orçamento, maior eficiência administrativa e fortalecimento dos municípios tornando-os protagonistas na promoção da saúde, marcaram os dois anos da enfermeira Nayara Maksoud à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
Entre 2024 e 2026, a SES-AM inaugurou seis novas unidades de saúde e um barco hospital, ampliou o acesso e reduziu tempo de espera para cirurgias, consultas e exames, além de promover avanços estruturais e administrativos que colocaram o Amazonas em destaque nacional no Sistema Único de Saúde (SUS) e projetaram o estado como referência para o Ministério da Saúde (MS).
“Deixo a gestão com a sensação do dever cumprido, com a casa organizada. Assumi a convite do ex-governador Wilson Lima, a quem agradeço pela confiança e apoio. Permaneci nesses primeiros dias do novo governo, para uma transição organizada, e agradeço ao governador Roberto Cidade pela confiança. Agora, como funcionária de carreira, sigo em outras frentes na missão de continuar trabalhando por um SUS cada vez mais forte, que sempre foi o que me moveu nesses mais de 20 anos de atuação”, afirma Nayara Maksoud.
Para ela, que iniciou sua trajetória no Estado na Saúde Indígena, em Tefé, em 2000, quando se mudou do Mato Grosso do Sul, poder mostrar ao Brasil as formas inovadoras de fazer saúde na Amazônia foi também uma conquista. “Somos um estado diferenciado de todo o Brasil. Tenho apresentado as soluções que adotamos, junto com os municípios, para vencer os desafios da distância e de um estado continental, onde a dinâmica das cidades é regida pelo regime das águas. Para isso, foi fundamental dar autonomia aos municípios através das pactuações, permitindo que tenham mais protagonismo na gestão”, afirma.
Na gestão de Maksoud, o serviço de UTI Aérea do estado foi ampliado, tornando-se o maior da América Latina, e foi inaugurado o Barco Hospital São João XXIII, uma parceria com a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, reconhecido como uma unidade de saúde sobre as águas. As Carretas da Saúde chegaram pela primeira vez aos municípios do interior e a Telessaúde foi implantada em todo o Estado, através do programa Saúde AM Digital, ganhando projeção nacional.
Resultados em números
Os resultados da gestão de Nayara Maksoud são constatados também em números. Apenas em 2025, foram realizadas 336,6 mil cirurgias, impulsionadas pelo fortalecimento do programa Opera+ Amazonas. Com isso, o Estado ficou entre os que mais realizaram cirurgias no Brasil no ano passado, conforme levantamento do Monitor de Cirurgias do MS.
A intensificação das cirurgias por meio do programa Opera+ Amazonas já impacta diretamente na diminuição da demanda em diversas especialidades. A demanda para cirurgias gerais, como hérnia e vesícula, caiu 83%. Na ginecologia, a redução foi de 79%; na urologia, 78%; e na ortopedia, 57%. Também houve avanço nas especialidades de oftalmologia, com redução de 34%, e dermatologia, com queda de 17%.
O tempo de espera pelos procedimentos também apresentou redução significativa. Nas cirurgias de hérnia e vesícula, a queda chegou a 94,5%. Já nas cirurgias de catarata, a redução no tempo de espera alcançou 96%, enquanto os procedimentos vasculares registraram diminuição de 83,6%.
A transformação do modelo assistencial da rede estadual de saúde, com foco na ampliação do acesso, redução do tempo de espera e aumento da resolutividade dos serviços, está entre os principais avanços da gestão. O resultado foi impulsionado pela consolidação do modelo de credenciamento para ampliar a rede prestadora e acelerar atendimentos especializados, mutirões de cirurgias e intensificação de procedimentos de alta demanda, como os oftalmológicos.
Modernização da gestão hospitalar
A consolidação do modelo de gestão por Organizações Sociais de Saúde (OSS) nas grandes unidades, com foco em metas, indicadores e resultados mensuráveis, permitiu a ampliação da capacidade assistencial, a modernização da infraestrutura e a reorganização dos fluxos de atendimento, reduzindo gargalos e melhorando a eficiência da rede hospitalar, incluindo o abastecimento de insumos e medicamentos.
No Complexo Hospitalar Sul (CHS), formado pelo Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto e pelo Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), no Complexo Hospitalar Leste (CHL), composto pelo HPS João Lúcio Machado e HPSC da Zona Leste, e no HPS Platão Araújo, houve ampliação da capacidade instalada, aumento do número de salas cirúrgicas e implantação de novos serviços diagnósticos.
Como resultado, os três grandes prontos-socorros da capital passaram a operar com corredor zero. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) do MS apontam que, no Complexo Hospitalar Sul, o número de cirurgias passou de 7.652, em 2024, para 17.013 em 2025 — aumento de 120%. No Platão Araújo, o crescimento da produção cirúrgica alcançou 98%. Já no Complexo Hospitalar Leste, o aumento foi de 50%.
Houve, ainda, a reestruturação da urgência e emergência dos hospitais, com a implantação do sistema Fast Track, que organizou os fluxos de atendimento e reduziu o tempo de espera nas portas de entrada.
Atualmente, a rede estadual de saúde possui o maior parque de diagnóstico da sua história. Em apenas um ano, foram implantados serviços de ressonância magnética nos HPSs 28 de Agosto e João Lúcio — que nunca haviam oferecido o exame —, e também na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ). O Hospital Francisca Mendes recebeu a primeira Ressonância Magnética Cardíaca da rede pública e um tomógrafo foi implantado no HPSC da Zona Oeste, na Compensa e outro no recém-inaugurado Hospital do Sangue. Além da ressonância, o HPS João Lúcio ganhou, pela primeira vez, um serviço de hemodinâmica.
Recorde de entregas e ampliação de leitos
Reconhecida como gestora que mais realizou entregas na saúde, na administração Wilson Lima, Nayara Maksoud inaugurou seis novas unidades: o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, o Centro de Prevenção ao Câncer de Colo Útero (Cepcolu), três Centros de Atenção Integral à Criança com TEA (Caic TEA) e um Centro de Atenção Integral Juventude TEA.
Na capital, o HPS 28 de Agosto foi modernizado e ampliado, transformando-se, junto com o IMDL, no maior complexo hospitalar do Norte do Brasil, com 610 leitos. De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do MS, mais de 200 novos leitos foram habilitados no SUS no Amazonas nos últimos dois anos.
No interior, a pactuação com as prefeituras garantiu repasse direto de recursos fundo a fundo dando autonomia e protagonismo aos municípios para utilizarem os recursos; implantou leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na unidade hospitalar de Humaitá e modernizou o parque tecnológico dos hospitais com um elenco de mais de 200 equipamentos para serem entregues aos municípios.
Saúde Digital
Com o programa Saúde AM Digital, o Amazonas inovou na forma de ampliar a oferta de serviços e passou a oferecer consultas por telessaúde para 100% dos 62 municípios. O acesso à teleconsulta e ao telediagnóstico deixou de ocorrer apenas em plataformas fixas. Além das telessalas implantadas nos municípios, agora é possível realizar consultas com clínico geral ou especialista, por aplicativo de celular. Outra opção é em cabines instaladas em dois shopping centers da capital.
Somam-se ao pacote de inovação tecnológica a criação do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do Sistema Único de Saúde do Amazonas (Cieges). O núcleo de inteligência é responsável por processar, analisar e integrar dados de saúde, ferramenta essencial para a tomada de decisão. Há, ainda, o Saúde AM em Tempo Real, plataforma digital acessível à população, que permite, a qualquer cidadão, acompanhar a situação do atendimento na rede estadual.
Os avanços nessa área foram tão expressivos em tão pouco tempo que a SES-AM criou uma Secretaria de Saúde Digital para conduzir os projetos, hoje considerados referência nacional.
Novos serviços e conquistas
Na esteira da inovação, a inclusão e a equidade ganharam espaço com a criação da Rede de Atendimento a Crianças e Jovens com Transtorno do Espectro Autista (Rede TEA), composta por três Centros de Atenção Integral à Criança com TEA e um Centro de Atenção Integral Juventude TEA.
Em 2025, o Estado também deu um salto na prevenção ao câncer do colo do útero ao inaugurar o Cepcolu. Trata-se da única unidade hospitalar do Brasil exclusiva para o tratamento de lesões precursoras desse tipo de câncer, o que mais mata mulheres no Amazonas. Especialistas avaliam que, somado à vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), o Cepcolu contribuirá, nos próximos anos, para reduzir a incidência da doença no Estado.
Indicadores como a redução histórica da mortalidade materna em 25% e da mortalidade infantil em 15%, após um período de sucessivas altas, reforçam os resultados da gestão.
Outra conquista é que o Hospital Delphina Aziz passou a integrar a Rede Nacional de Medicina de Alta Precisão, entrando para uma seleta lista de hospitais inteligentes do SUS reconhecidos pelo MS. Além disso, a unidade foi habilitada para realizar transplante hepático e transplante de rim com doador vivo, reduzindo a necessidade de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
O Hospital do Coração Francisca Mendes, que passa pela maior reforma e ampliação de seus 27 anos de existência, passou a integrar a rede de unidades brasileiras do projeto Congênitos/Proadi-SUS, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida em parceria com hospitais de referência, liderados pelo Hcor, de São Paulo, para realização de cirurgias de correção de cardiopatias congênitas com telemonitoramento à distância.
Reorganização do orçamento e eficiência administrativa
A gestão da saúde estadual avançou significativamente com crescimento de 31,12% do orçamento do Fundo Estadual de Saúde (FES), que ultrapassará R$ 4,5 bilhões em 2026. O modelo de gestão por OSS nos grandes hospitais proporcionou economia estrutural estimada em mais de R$ 213 milhões anuais, contribuindo para maior sustentabilidade financeira da rede.
Houve, ainda, a redução de 66,67% das despesas indenizatórias, resultado da regularização de 220 serviços anteriormente executados sem cobertura contratual. No campo da gestão administrativa, o prazo de prorrogação contratual foi reduzido em 75%, passando de 180 para 45 dias, além da formalização de 422 instrumentos contratuais entre 2024 e 2025.
Para fortalecer a fiscalização e a governança contratual, foi implantado o sistema Fiscal+Saúde, aliado ao uso de inteligência artificial e ferramentas de Business Intelligence, que ampliaram a rastreabilidade das informações, aceleraram análises e qualificaram a tomada de decisão.
Transparência, controle e governança
Nos últimos dois anos, a SES-AM fortaleceu seus mecanismos de transparência, controle e governança com a ampliação da atuação da Secretaria Executiva Adjunta de Controle Interno, promovendo avanços na gestão de riscos e no aprimoramento dos processos institucionais.
A Ouvidoria Estadual do SUS consolidou-se como ferramenta estratégica de transparência e participação social, refletida no aumento expressivo da concentração das manifestações registradas no sistema Fala.BR, que passou de 15,5% em 2023 para 90,5% em 2026.
No período, foram realizadas 223 atividades técnicas de auditoria, monitoramento e avaliação, reforçando o acompanhamento e a fiscalização das ações da saúde. Também foi implantado o Plano de Integridade, fortalecendo os mecanismos de prevenção e controle de riscos institucionais.
A criação da Procuradoria Jurídica da SES-AM e a implantação do sistema de pareceres referenciais ampliaram a segurança jurídica e a padronização dos processos administrativos. Como resultado, houve redução de fragilidades operacionais, fortalecimento da capacidade de resposta da rede estadual, ampliação da resolutividade da assistência e melhoria da qualidade dos serviços prestados à população, consolidando uma rede de saúde mais estruturada, eficiente e preparada para atender os amazonenses.