Foto: Eldiney Alcântara
Notícia do dia 04/09/2023
A novela de invasão de terras em Parintins deve viver um novo capitulo nos próximos dias. Donos das terras invadidas acionaram a Polícia e a Justiça na tentativa de reaver suas propriedades. Na semana passada, áreas como o Distrito Industrial, União e Paulo Corrêa foram invadidas em mais um movimento de ocupação que está se tornando comum em períodos que antecedem eleições.
Além de propriedades particulares, áreas públicas do município também foram invadidas. O Setor de Terra de Parintins, através de advogado, registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Interativa de Polícia (DIP), denunciando o caso. O documento aponta terras que foram invadidas nos bairros União, Paulo Corrêa, Distrito Industrial, Tonzinho Saunier, Itaúna I e II e áreas do SESC LER e SENAC. Em declaração ao site Repórter Parintins, na semana passada, o próprio prefeito Bi Garcia afirmou que o poder público não permitirá as invasões, uma vez que essas áreas serão usadas para criação de espaços públicos para a comunidade parintinense.
Donos de lotes particulares também informaram que estão recorrendo à Justiça para retirada dos invasores. Um empresário, que preferiu não se identificar, mora há 35 anos em Parintins e teve seu terreno invadido. Ele afirma que investe na cidade através dos empreendimentos que possui e que a área ocupada faz parte de um novo projeto que será implantado no município. “Este terreno faz parte de um projeto industrial que tenho, mas para se ter um projeto não basta ter somente um terreno à disposição, precisa ter área urbanizada, energia elétrica confiável e após isso parcerias financeiras. A urbanização aconteceu essa semana, energia elétrica entrou no mês passado e parceria financeira leva um tempo para aceitar se associar ao projeto”, revela o empresário, explicando que o espaço não ficaria ocioso.
O empresário informa que acompanha o caso e aguarda que a Justiça se posicione. “Precisamos de garantias jurídicas, porque não pode sair invadindo patrimônio privado e achar que temos que ter pena de quem está lá. No caso de empreendedores como eu, lutamos para gerar emprego e renda e é aí que contribuímos com a sociedade. No meu caso estou atento aos próximos passos das autoridades se serão firmes ou coniventes com isso”, conclui.
Eldiney Alcântara