Foto: Divulgação/Internet/Montagem Repórter Parintins
Notícia do dia 28/02/2023
Durante entrevista nesta terça-feira, 28, no programa Fatos e Boatos, na Rádio Clube de Parintins, a diretora financeira do Garantido, Ana Miranda, fez fortes acusações aos ex-presidentes do Garantido, Adelson Albuquerque e Fábio Cardoso. Ela afirma que os dois produziram uma dívida de mais de R$ 6 milhões.
Segundo Ana Miranda, a foto postada esta semana nas redes sociais que aparecem Fábio Cardoso e Adelson Albuquerque representa cerca de 28% das dívidas do Garantido (aproximadamente R$ 60 milhões), sendo 70% em juros, correção e multa. Ela informa que a dívida do boi chega a pouco mais de R$ 61 milhões.
A diretora explicou que “as dívidas são produzidas por mandatos de presidentes e o rolo de juros, correção e multa”. Em seu relato, Ana Miranda contou que Adelson Albuquerque, em três anos de mandato, produziu uma dívida R$ 3.188.94,87. Ela conta que ele recebeu mais R$ 28 milhões e que, segundo ela, “esqueceu de contabilizar R$ 2 milhões” e responde inquérito civil por isso.
Sobre Fábio Cardoso, Ana Miranda afirma que ele deixou uma dívida de mais de R$ 3 milhões, sendo que recebeu R$ 21 milhões. Miranda acusou Fábio de improbidade administrativa, explicando que, às vésperas da eleição (9/10/2020) pagou R$ 50 mil à Ferreira Reis com assinaturas do recibo divergente do contrato. No 01/10/2019 pegou na Amazon Best R$ 280 mil em ingressos para o Festival de 2020. Comprou, no início de 2020, penas no valor de R$ 200 mil, recebidas em Manaus pelo vice-presidente Messias Albuquerque, porém “essas penas sumiram”. Ana Miranda encerrou com a informação de que Fábio repassou para a atual gestão um caixa de R$ 211,20 apenas no papel, sem valor na conta.
Respostas dos ex-presidentes
Fábio negou as acusações feitas por Ana Miranda e disse que “ela mentiu” ao falar sobre a gestão dele. “Todas as minhas contas foram julgadas pelo Conselho Fiscal e foram levadas à Assembleia Geral e todas foram aprovadas”, disse.
Sobre a acusação de improbidade administrativa, quando Ana Miranda acusou Fábio de ter feito pagamentos fora do período legal, Cardoso informou que seu “mandato só expirou com a eleição do Antônio Andrade. Por conta da pandemia, automaticamente, os mandatos foram prorrogados até a eleição e tinha plenos poderes para fazer pagamentos”, explicou.
Com relação aos ingressos do Festival, Fábio conta que Ana Miranda induz as pessoas ao erro. “Pro festival é muito comum usar como renda os ingressos e em alguns momentos foi necessário a gente pagar alguns serviços com ingressos. Ela induz ao erro dizendo que naquela data de má fé eu teria os ingressos. Não, eu peguei os ingressos durante todo o processo”, justificou.
Adelson Albuquerque também rebateu as acusações e falou que a diretora do bumbá “fantasiou” os números apresentados na Rádio Clube. Ele também fez acusações. “Ela não tem dados pra falar sobre mim. Ela não recebeu o boi de mim. Eles falam números fantasiosos. Ela fantasia números pra tentar desmoralizar outra pessoa. Eles montaram uma quadrilha para saquear o boi. Ela construiu uma empresa no seu nome e dentro dessa empresa ela recebe verba do Garantido”, acusou.
Adelson informou que o inquérito apontado por Ana Miranda foi arquivado e que não há provas da acusação feita por ela. “De 2016 ela não pode falar nada, porque o governo do Amazonas não deu um centavo. Então, como é que eu vou desviar dois milhões de onde não tem. O pedido que eles fizeram no Ministério Público foi arquivado e eu tenho cópia”, rebateu.
Adelson fez questão de encerrar a entrevista com a seguinte frase: “quando você vê pessoas de cabeça branca nem sempre acredite que são pessoas idôneas, porque os canalhas envelhecem”.
Ambos terão direito de respostas e devem estar no programa Fatos e Boatos, do jornalista Gil Gonçalves, nesta quarta-feira, 01 de março.
Texto: Eldiney Alcântara