Foto: Divulgação/Ibama
Notícia do dia 26/06/2020
A ineficiência no combate ao desmatamento da Amazônia, sob o Governo Jair Bolsonaro, já começa a apresentar seus primeiros efeitos e, se os resultados práticos de redução dos índices não aparecerem rapidamente, pode botar em risco o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
A avaliação foi feita por cinco de seis fontes diplomáticas europeias consultadas pelo EL PAÍS na quarta-feira (24).
No grupo tem aqueles que afirmam que o acordo sairá independentemente de como o presidente brasileiro agirá. Todas elas concordam, contudo, que a decisão de alocar o vice-presidente Hamilton Mourão na coordenação do Conselho da Amazônia representa um sinal positivo, já que exclui o radical ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, da linha de frente desse processo.
No início de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais constatou que, entre agosto de 2018 e julho de 2019 foram desmatados 10.129 km2 de floresta, a área equivale a quase nove vezes o município do Rio de Janeiro. É o maior índice desde 2008.
O número representa um aumento de 34,4% do desmatamento na Amazônia, em comparação com o período entre agosto de 2017 e julho de 2018. Agora, em 2020, o desmatamento segue em alta e o período de seca e consequente temporada de incêndios amazônicos ainda nem começou.
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