Defensoria do Amazonas capacita participantes do projeto ‘Defensoras Populares’ sobre direitos das mulheres

Encontro realizado na sede da Fiocruz orientou participantes sobre enfrentamento à violência doméstica e atuação como multiplicadoras de informação nas comunidades

Defensoria do Amazonas capacita participantes do projeto ‘Defensoras Populares’ sobre direitos das mulheres Foto: Marcus Bessa/DPE-AM Notícia do dia 21/07/2026

Alunas do projeto “Defensoras Populares” participaram, neste sábado (18/07), de uma aula ministrada pela defensora pública Caroline Braz, titular do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), com foco nos direitos assegurados às mulheres e em orientações sobre como agir diante de casos de violência doméstica. A atividade integra o segundo módulo do curso, que tem o objetivo de formar lideranças femininas para atuarem como multiplicadoras de direitos nas cidades onde vivem.

 

No Amazonas, 120 alunas foram selecionadas para participar do curso, com previsão de término em 2027. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Fiocruz.

 

Para a defensora pública e titular do Nudem, Caroline Braz, a violência de gênero tem crescido no Brasil, e mobilizar mulheres para ajudar outras mulheres é um caminho para trabalhar noções de cidadania e direitos para quem mais precisa deles em um momento de vulnerabilidade.

 

“Ministrei a aula do módulo II do curso e abordamos quais são as formas de violência, como identificar quando uma mulher está passando por uma situação de vulnerabilidade, para onde encaminhar uma vítima de violência, bem como outras orientações que ajudarão essas futuras defensoras populares a assegurarem os direitos das mulheres nas suas respectivas comunidades”, destacou.

 

Como funciona o curso

No Amazonas, o curso de formação acontece em Manaus, Itacoatiara e Tefé, com foco em abordagens como acesso à justiça para o enfrentamento da violência contra a mulher, leis e direitos sobre saúde, família, trabalho, questões raciais e como inserir mulheres nos espaços de decisão. Tem a duração de oito meses, com encontros presenciais e online.

 

O formato de ensino será híbrido, com aulas presenciais e online, e servirá para a elaboração de um Plano de Articulação Comunitária (PAC Popular), que define as ações que as defensoras populares poderão realizar na comunidade para fortalecer direitos e mobilizar pessoas em prol do acesso à justiça.

 

Texto: Camila Andrade

Fonte: DPE-AM

 

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