Foto: Vinicius Lima
Notícia do dia 19/05/2022
Por Marcos Felipe
A Indicação Geográfica, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tem por objetivo proteger, no ambiente de mercado, produtos especiais que só podem ser encontrados em certa área geográfica. As informações são do Site Alvorada Parintins
Por se destacar em notoriedade, qualidade diferenciada e vínculo com uma região determinada, o Camarão Regional de Parintins é alvo de diagnóstico de Potencial Indicação Geográfica (IG) do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Fórum Amazonense de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas.
A iniciativa é integrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Prefeitura de Parintins, Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Secretaria Executiva Adjunta de Pesca e Aquicultura (Sepa), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Colônia de Pescadores Z-17 de Parintins, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam) e Secretaria Municipal de Pecuária, Agricultura e Abastecimento (Sempa).
A expectativa do grupo institucional é fazer o produto alcançar o mercado da capital do Amazonas e o mercado institucional de programas de incentivo à agricultura familiar. O trabalho é no sentido de melhorar a qualidade de vida das pescadoras que exercem a atividade econômica em três comunidades de Parintins: Brasília, Catispera e Vila Amazônia.
A safra de camarão de Parintins ocorre no período de agosto a novembro anualmente, com uma estimativa de produção de 52 toneladas, com o protagonismo das mulheres pescadoras na comercialização direta aos consumidores.
De acordo com Vinícius Lopes, chefe da Divisão de Pesca da Superintendência Federal da Agricultura no Amazonas (SFA-AM), afirma que esse é um mecanismo de proteção de um produto característico de Parintins, para abertura de comercialização no mercado nacional.
“O trabalho que foi feito aqui hoje, de identificação de potencial indicação geográfica com o camarão de Parintins, nos revelou que de fato esse produto pode receber esse reconhecimento, a cadeia produtiva está bem organizada para esse fim e uma vez que nós tenhamos vencidos alguns obstáculos com relação à legislação sanitária, a gente vai conseguir colocar o camarão regional de Parintins em outros mercados, dentro do próprio estado do Amazonas e inclusive a nível nacional”.
José Antônio Fonseca, coordenador do Fórum Amazonense de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas e servidor do Sebrae, diz que as estratégias da IG são as mesmas usadas no mercado internacional na Espanha, França, Itália e China.
“Com essa estratégia da indicação geográfica, que é um selo concedido pelo governo brasileiro, a gente pode então fazer esse trabalho de estruturação e aí, apoiado por várias instituições, realizar o reconhecimento e proteção desse camarão regional tão especial de Parintins”.
A Indicação Geográfica, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tem por objetivo proteger, no ambiente de mercado, produtos especiais que só podem ser encontrados em certa área geográfica.
Além disso, uma IG agrega valor e cria novos e importantes ambientes de negócios para os produtos reconhecidos. No Amazonas, alguns produtos já possuem o selo de Indicação Geográfica em âmbito regional e nacional, a exemplo da Farinha Uarini, Pirarucu de Mamirauá, Abacaxi de Novo Remanso e o Guaraná de Maués.