Ator da Rede Globo faz postagem emocionada sobre o Festival de Parintins

Alexandre Nero declara, de maneira apaixonada, sua admiração pelo espetáculo de Garantido e Caprichoso

Ator da Rede Globo faz postagem emocionada sobre o Festival de Parintins Foto: Reprodução Facebook Notícia do dia 02/07/2023

O ator da Rede Globo de Televisão, Alexandre Nero, após assistir as apresentações dos bumbás Garantido e Caprichoso, por ocasião do 56º Festival de Parintins, declarou, de maneira apaixonada, sua admiração pelos espetáculos proporcionados pelos maiores expoentes da cultura regional.

 

O artista, que atuou recentemente na novela ‘Travessia’, só assistiu a duas noites do festival. Neste ano a festa dos parintinenses ocorre nos dias 30 de junho, 1º e 2 de julho. No mesmo camarote também estavam outros globais, os atores José Loreto e Sheron Menezes, ambos atuam na novela ‘Vai na Fé’.  

 

Antes de deixar Parintins, Alexandre Nero expressou, por meio do Facebook, sua admiração e fascínio pela manifestação popular que todos os anos ocorre no meio da floresta amazônica.  

 

Conforme o global, só assistindo presencialmente para ter a dimensão desse vulcão em erupção que nunca adormece. Alexandre se surpreendeu com a forma de avaliação, no item 19, galera.

 

Para evitar perda de pontos, um silêncio sepulcral toma conta da galera adversária que só faz assistir a evolução do seu oponente na arena do Bumbódromo.

 

O regulamento remonta 1966, ano em que os bois pisaram pela primeira vez em ‘quadra’, um ano após a criação do festival.

 

“Festival Parintins, a festa do povo da floresta”

Ouço falar há anos. Todos, que um dia vieram, sempre dizem: “Tem que ir”. Aconteceu. Deu certo. Consegui vir, ouvir e ver. É mesmo IMPRESSIONANTE. ACACHAPANTE. Letras em caixa alta não conseguem expressar o sentido. Nada consegue. Só mesmo estando aqui. Uma pequena festa popular que tomou pra si a força de um vulcão em erupção e cospe fogo como se não fosse nunca adormecer. Uma potência física que nunca tinha sentido. Um espetáculo que coloca o público literalmente em foco, como se estivesse no palco. São julgados e somam ou tiram pontos do seu boi, uma saudável rivalidade que existe entre o “Boi Garantido” (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul). São 3 apresentações de 2 horas e 30 por dia, onde TUDO é modificado. Cenários, adereços, figurinos, coreografias e até mesmo arranjos. A música, por motivos de convivência, me chamou atenção especial. Os 3 dias de apresentação somam um total de inacreditáveis 7 horas e 30 de música ininterrupta, o que equivale a uma trilha sonora de quase 4 longa-metragens. É algo descomunal. Com intervenções de toadas, versos e interpretações cênicas transformam a orquestra de mais de 400 músicos numa gigantesca e exuberante ópera a céu aberto com a mais requintada expressão popular acrescido de carimbó, marujada, boi bumbá, gambá misturado a rock, pop e uma complexa teia de arranjos, instrumentos e completude erudita. O chão literalmente treme, faz com que o coração arrebente e o arrepio seja inevitável. Saio de Parintins emocionado, com um orgulho de ser artista, e de ser sobretudo brasileiro. Vem junto na bagagem uma certa melancolia, sensação em saber que pouca gente pode ou poderá conhecer essa, que já é uma das minhas 7 maravilhas que vi, e certamente verei na vida.

A quem puder faço coro e agora repito com causa de conhecimento o que sempre me disseram: “Festival de Parintins. Tem que ir”.

 

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