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Notícia do dia 09/04/2023
Na tarde de sábado, 08, representantes de entidades como Ministério Público, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Polícia Civil, gestores de escolas, agentes de segurança e as secretarias municipais e estaduais de educação (SEMED e SEDUC) estiveram reunindos para definir estratégias de segurança juntos às escolas de Parintins.
O encontro aconteceu no auditório da Escola Estadual Tomaszinho Meireles (GM3) e foi motivado pelos últimos ataques ocorridos em educandários no Brasil, causando morte de alunos e professores. A ideia é criar mecanismos que possam gerar segurança para discentes, docentes e demais membros da comunidade escolar nas dependências das instituições de ensino, evitando novas tragédias.
A maior preocupação gira em torno de pessoas que adentram as escolas e os próprios alunos que possam causar ameaça. O coordenador do Comissariado da Infância e Juventude, João Vinícius Tavares, enfatiza “a necessidade de agir com inteligência para se antever aos possíveis problemas ocasionados pelos estudantes e/ou outras pessoas que possam adentrar nas escolas”.
O gestor interino da escola GM3, professor Luciano Chagas, acredita que a polícia e a família devem estar mais presente na escola. “A gente vê e não pode ficar inerte com as coisas que estão acontecendo. A gente tem precedentes no país. É importante a presença da polícia pra mostrar pra sociedade que a polícia está presente nas escolas. Nós, juntos, buscarmos responsabilizar a família quando ela se omite da participação do aluno dentro do ambiente escolar”, sugeriu.
Para o secretário de educação de Parintins, Azamor Pessoa, é preciso criar um protocolo para que todos saibam os procedimentos a serem adotados por professores, gestores e órgão públicos locais. “Nós precisamos estar cada vez mais atentos, principalmente, porque é algo novo e não temos uma receita pronta para lidar. Nós precisamos criar um grupo integrado com todas as instituições presentes”, afirmou.
Ao longo da semana, nas redes sociais, em especial, em grupos de WhatsApp, circulam
áudios, prints de conversas e boletins de ocorrências que apontam para possíveis ataques em escolas de Parintins. A grande maioria são fake news disseminados de forma proposital e também por pessoas que acreditam nas falsas informações. Verdade ou não, o caso assusta famílias, professores e alunos.
Texto: Eldiney Alcântara