Álcool, drogas e brigas aumentam casos de violência contra mulher

A informação consta no último plantão acompanhado pelo Conselho Tutelar de Parintins e as Polícias Militar e Civil

Álcool, drogas e brigas aumentam casos de violência contra mulher Foto: Divulgação/11º BPM Notícia do dia 16/08/2023

Nos últimos meses Parintins registrou um dado preocupante: o crescente número de casos de violência contra a mulher. Só no último final de semana foram registrados seis crimes que tiveram como vítima a mulher. A informação consta no último plantão acompanhado pelo Conselho Tutelar de Parintins e as Polícias Militar e Civil.

 

Parintins registra de 10 a 15 casos de violência contra a mulher por mês, uma média que oscila, mas preocupa. Esta semana o conselheiro tutelar, João Maurício Lago, fez um alerta à comunidade parintinense. O órgão acompanha casos de violência contra a mulher que, na grande maioria da vezes, afeta crianças e adolescentes, aumentando ainda mais o círculo de crimes.

 

Segundo o conselheiro, os plantões de final de semana, normalmente, registram casos de “agressão física, situações de violência psicológica, situações de extrema negligência. Muitas vezes o companheiro chega alcoolizado dentro de casa ou o uso de outras substâncias químicas (entorpecentes) e toca o terror dentro de casa”. Situações como estas são comuns na cidade.

 

Alem da violência contra a mulher, um outro tipo de crime também acontece como consequência, a violência contra crianças e adolescentes. “As crianças acabam envolvidas sempre nesse processo. Nós queremos fazer um alerta da gravidade desse problema, das consequências danosas para a vida de crianças e adolescente. A gente precisa deixar esse alerta à sociedade, às famílias parintinenses sobretudo, chamando atenção pras implicações legais. É dever de todos comunicar qualquer situação de violência contra a criança e adolescente e qualquer situação de violência contra a mulher”, revela.

 

O conselheiro explica que é preciso entender essas situações de violência doméstica, sem fazer julgamentos. “A mulher não está na situação de violência porque ela quer. São inúmeros fatores que acabam condicionando essa mulher muitas vezes sentimental, questão financeira, a preocupação com os filhos que condicionam”, justifica.

 

“Nós precisamos tomar uma atitude. Nós, enquanto sociedade, principalmente as famílias, precisam desse alerta tanto as mulheres que possam buscar ajuda, que possam denunciar, comunicar o fato, mas também fazer esse alerta aos próprios agressores. Nós precisamos pensar com cuidado na nossa família, rever as nossas atitudes”, diz João Maurício, apontando para a campanha “Agosto Lilás”, mês de intensificação ao combate à violência contra a mulher.

 

Texto: Eldiney Alcântara

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