Foto: Divulgação/Secom
Notícia do dia 30/10/2026
Parintins apresenta a pior classificação de qualidade do ar entre os municípios monitorados no Amazonas nesta sexta-feira (30/10). A informação consta no boletim divulgado pelo Governo do Estado, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O levantamento também revela que a estiagem já afeta 146.425 famílias amazonenses e mantém 47 municípios em situação de emergência.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, Parintins aparece na classificação “péssima” para a qualidade do ar, enquanto Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã apresentam condições consideradas “muito ruins”.
Outros nove municípios, incluindo Manaus, Nhamundá, Itacoatiara e Urucurituba, registram qualidade do ar classificada como “ruim”.
O cenário chama a atenção para os efeitos das queimadas e da estiagem sobre a população, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, que apresentam maior vulnerabilidade à exposição à fumaça e aos poluentes atmosféricos.
Número de famílias atingidas continua aumentando
O novo boletim aponta o avanço dos impactos da estiagem no Amazonas. No levantamento divulgado em 24 de outubro, eram 113.900 famílias afetadas e 46 municípios em emergência. Agora, são 146.425 famílias e 47 municípios nessa condição.
Em apenas seis dias, o número de famílias atingidas aumentou em 32.525, uma elevação de aproximadamente 28,6%.
Além de Parintins, municípios da região do Baixo Amazonas, como Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués e Nhamundá, também estão na lista de localidades em situação de emergência.
Outros 15 municípios amazonenses permanecem em estado de alerta, entre eles Manaus, Itacoatiara, Urucará e São Sebastião do Uatumã.
Combate às queimadas mobiliza 1.500 profissionais e 18 aeronaves
Para enfrentar os incêndios florestais e os efeitos da estiagem, o Governo do Amazonas informa que aproximadamente 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, estão mobilizados em ações integradas com o Governo Federal.
A operação conta com 18 aeronaves, sendo 16 federais e duas estaduais. A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois cargueiros KC-390 e oito helicópteros utilizados nas operações de combate e apoio às equipes em campo.
Entre as medidas anunciadas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé, e a ampliação das ações de fiscalização e monitoramento ambiental.
As operações Tamoiotatá, Amazonas+Verde e Alerta Fogo atuam em diferentes municípios, utilizando equipes terrestres, drones, imagens de satélite e equipamentos de comunicação para identificar e combater incêndios e possíveis infrações ambientais.
Bombeiros registram quase 4 mil ocorrências
Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.
No mesmo período, a corporação informou ter atuado no combate a 24.390 focos de incêndio em todo o estado, dos quais 19.642 foram registrados no interior e 4.748 na capital.
O Governo do Amazonas também mantém medidas restritivas ao uso do fogo, com decretos que estabelecem proibições temporárias e situações de emergência para ampliar as ações de resposta aos desastres ambientais.

Foto: Divulgação/Secom
Ajuda humanitária chega a 15 municípios
Na assistência às famílias afetadas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 já alcança 15 municípios amazonenses.
Segundo o governo, foram destinadas 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
Somente no dia 27 de outubro, mais de 13 toneladas de alimentos foram enviadas aos municípios de Anamã e Rio Preto da Eva.
A Defesa Civil informa que as ações de assistência humanitária continuarão conforme o monitoramento dos rios e as necessidades apresentadas pelas administrações municipais.
Situação de Parintins exige atenção
A classificação da qualidade do ar como péssima coloca Parintins em uma situação de atenção especial, diante dos riscos que a poluição atmosférica representa para a saúde da população.
Em períodos de elevada concentração de fumaça, especialistas recomendam evitar exercícios físicos ao ar livre, reduzir a exposição prolongada ao ambiente externo, manter a hidratação e procurar atendimento médico diante de sintomas como falta de ar, chiado no peito ou agravamento de problemas respiratórios.
O boletim reforça a necessidade de acompanhamento permanente das condições ambientais no município e de medidas de prevenção e proteção à saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Fonte: Governo do Amazonas / Defesa Civil do Amazonas — Boletim de 30 de outubro de 2026.