Foto: Bruna Dias/Repórter Parintins
Notícia do dia 01/11/2026
Parintins apresentou a pior classificação de qualidade do ar entre os municípios monitorados no Amazonas na manhã deste domingo (1º de novembro). Segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, o município registrou qualidade do ar considerada péssima, enquanto outras 11 cidades apresentaram condições entre ruins e muito ruins.
O levantamento também revela que a estiagem já atingiu 146.425 famílias no Amazonas, conforme dados da Defesa Civil Estadual. Atualmente, 47 municípios estão em situação de emergência, incluindo Parintins, Barreirinha, Nhamundá, Maués e Boa Vista do Ramos. Outros 15 municípios permanecem em estado de alerta.
Parintins apresenta situação mais crítica na qualidade do ar
De acordo com o monitoramento divulgado pela Defesa Civil, Parintins foi o único município classificado na categoria péssima na manhã deste domingo.
Outras 11 cidades, entre elas Manaus, Itacoatiara, Barreirinha, Maués e Urucurituba, registraram qualidade do ar entre ruim e muito ruim. Em outros 25 municípios, as condições foram consideradas moderadas.
A situação exige atenção, principalmente pelos riscos que a exposição à fumaça e aos poluentes atmosféricos representa para a saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Entre as recomendações preventivas estão evitar atividades físicas intensas ao ar livre durante períodos de maior concentração de fumaça, manter a hidratação e procurar atendimento médico em caso de dificuldade para respirar ou agravamento de sintomas respiratórios.
Amazonas contabiliza quase 4 mil ocorrências de incêndios
O boletim informa que, entre 1º de junho e 31 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.
No mesmo período, a corporação atuou no combate a 24.439 focos de incêndio em todo o estado, sendo 4.750 na capital e 19.689 no interior.
Para enfrentar a situação, aproximadamente 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações de prevenção e combate aos incêndios.
A estrutura aérea conta com 18 aeronaves, sendo 16 disponibilizadas pelo Governo Federal e duas pelo Governo Estadual. Entre os equipamentos utilizados estão oito aviões Air Tractor, dois cargueiros KC-390 e oito helicópteros.
O Estado também anunciou a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé, além do reforço de viaturas e equipamentos de combate aos incêndios.

Foto: Divulgação/Secom
Ajuda humanitária chega a 15 municípios
Na assistência às famílias afetadas pela estiagem, o Governo do Amazonas informou que a primeira fase da Operação Estiagem 2026 já alcança 15 municípios.
Até o momento, foram contabilizadas 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
No dia 27 de outubro, mais de 13 toneladas de alimentos foram enviadas aos municípios de Anamã e Rio Preto da Eva, acompanhadas de materiais de limpeza e equipamentos para armazenamento de água.
Fiscalização e combate às queimadas
As ações de fiscalização ambiental continuam em diferentes regiões do Amazonas. A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde desenvolve ações de combate aos incêndios em 33 cidades.
Já a Operação Alerta Fogo utiliza drones, viaturas e equipamentos de comunicação para identificar o uso ilegal do fogo e possibilitar a aplicação de multas e embargos.
O Governo do Amazonas também estabeleceu medidas de restrição ao uso do fogo por 120 dias, respeitadas as exceções legais, e decretou situação de emergência por 180 dias em razão dos impactos da estiagem e dos incêndios florestais.
Além do combate direto, as ações incluem educação ambiental e monitoramento por satélite, realizados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Em Parintins, a classificação péssima da qualidade do ar reforça a preocupação com os efeitos das queimadas sobre a saúde pública e a necessidade de acompanhamento permanente das condições ambientais.
Fonte: Governo do Amazonas / Defesa Civil Estadual — Boletim de 1º de novembro de 2026.