Morre aos 92 anos Eglantina Brelaz Lessa, nome histórico da educação em Parintins

Ao lado do pastor Eduardo França Lessa, Dona Eglantina participou da construção da história da Primeira Igreja Batista e da consolidação do Colégio Batista de Parintins

Morre aos 92 anos Eglantina Brelaz Lessa, nome histórico da educação em Parintins Foto: Arquivo Notícia do dia 14/09/2026

Faleceu na tarde desta segunda-feira, 14 de setembro, aos 92 anos, Eglantina Brelaz Lessa, professora que teve participação importante na história da educação e da comunidade batista de Parintins. Ela foi esposa do saudoso pastor Eduardo França Lessa e mãe do ex-vereador e professor Eduardo França Lessa Júnior.

 

Admirada pela força, fé e dedicação à família e à comunidade, Dona Eglantina construiu ao lado do marido uma trajetória ligada à Primeira Igreja Batista de Parintins e, especialmente, ao Colégio Batista, instituição que atravessou gerações na formação de estudantes do município.

 

A história do educandário começou em 1º de maio de 1955, quando o pastor Eduardo França Lessa fundou a instituição, inicialmente denominada Instituto Batista Clem e Ethel Hardy. A escola funcionava na avenida Amazonas, esquina com a rua Senador Álvaro Maia, oferecendo o curso primário da 1ª à 5ª série.

 

A participação de Eglantina ganhou destaque nos passos seguintes de expansão da instituição. Em 1962, a professora Eglantina Brelaz Lessa e o professor Eduardo França Lessa fundaram o Curso Ginasial, período em que a escola foi transferida para o Departamento de Educação Religiosa da Primeira Igreja Batista, na rua Coronel José Augusto, passando a ser denominada Ginásio Batista de Parintins.

 

Em 1966, Eglantina auxiliou o marido quando ele reassumiu a direção da escola. Três anos depois, em 1969, o casal fundou o Curso Normal (Magistério), criado para atender à necessidade de formação de professores no município. O curso funcionou até 1971 sob a denominação de Colégio Normal Batista de Parintins.

 

A instituição posteriormente passou a se chamar definitivamente Colégio Batista de Parintins e ampliou sua atuação ao longo das décadas, oferecendo diferentes modalidades de ensino e cursos profissionalizantes.

 

O pastor Eduardo França Lessa faleceu em 21 de julho de 1993. A direção e a presidência da instituição passaram ao filho do casal, professor Eduardo França Lessa Júnior, dando continuidade ao projeto educacional iniciado pela família.

 

Com a morte de Dona Eglantina, Parintins perde uma das personagens que ajudaram a escrever essa história. Seu legado permanece ligado à educação, à fé cristã e à formação de gerações de parintinenses que passaram pelas salas de aula do Colégio Batista.

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