Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real
Notícia do dia 04/12/2019
A liderança indígena Alessandra Korap Munduruku, 35, teve residência invadida, no município de Santarém-PA. O crime ocorreu dez dias após liderar uma grande mobilização, em Brasília, contra garimpo e hidrelétricas na bacia do rio Tapajós.
Foram furtados documentos e relatórios pessoais e de trabalho. Por volta de 20h40min de sábado (30), Alessandra, o marido e os dois filhos, de 11 e 13 anos, retornaram à sua casa, após visita a uma amiga, também indígena, quando foram surpreendidos com a porta arrombada.
A líder indígena considera que a invasão a sua residência foi para dar um recado. “Ladrão qualquer não leva documento, relatório, pen drive, agenda. A não ser alguém para fazer algum mal. Isso só interessa a mim, ao cacique. Ladrão comum leva botija, bicicleta”, disse Alessandra Munduruku.
Em entrevista à Amazônia Real, a indígena disse que só conseguiu fazer um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil na segunda-feira (02). Ela também pretende fazer o registro da Polícia Federal.
A liderança contou que recebe constantes ameaças que, geralmente enviadas por áudio, em redes sociais via celular, mas admitiu que nunca havia passado pela experiência de ter a casa invadida.
Ela afirmou que máximo que chegou próximo de um perigo tão veemente contra sua vida aconteceu em 2018, durante uma audiência pública na aldeia Praia do Índio, onde nasceu, no município de Itaituba, região do médio rio Tapajós, quando três pessoas não-indígenas tentaram abordá-la com violência. “Não aconteceu nada porque os meninos guerreiros estavam lá e expulsaram os invasores”, contou.
As informações são do Portal Amazônia Real