TCE-AM e Ministério Público de Contas cobram ações permanentes contra queimadas no Amazonas

Durante reunião com governador e ministros, órgãos de controle defenderam planejamento, investimentos e medidas efetivas para enfrentar os incêndios florestais e melhorar a qualidade do ar

TCE-AM e Ministério Público de Contas cobram ações permanentes contra queimadas no Amazonas Foto: Filipe Jazz Notícia do dia 19/10/2026

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e o Ministério Público de Contas (MPC-AM) defenderam a adoção de medidas preventivas e permanentes para enfrentar as queimadas que atingem o estado e provocam uma crise na qualidade do ar. As propostas foram apresentadas durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, realizada neste domingo (18), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Manaus.

 

Representando a presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, o procurador de contas Ruy Marcelo Alencar apresentou ao governador Roberto Cidade sugestões para melhorar os resultados das operações de combate aos incêndios florestais, com maior planejamento, avaliação das ações e mobilização de recursos.

 

“Apresentamos algumas sugestões ao governador do Estado para melhorar o desempenho, atentos à necessidade que temos de avaliação, de fazer uma demanda de recursos para, somados à União e aos municípios, ter uma produção de resultados mais positiva no combate às queimadas”, afirmou o procurador.

 

A reunião reuniu representantes dos governos federal e estadual, órgãos de fiscalização ambiental, segurança pública e instituições de controle. O encontro avaliou a situação dos focos de calor no Amazonas e em áreas próximas, especialmente no noroeste do Pará, além dos impactos da fumaça sobre Manaus e municípios do interior.

 

Órgãos de controle defendem planejamento e continuidade

A presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que o enfrentamento das queimadas não pode ficar restrito às operações emergenciais, sendo necessária uma atuação coordenada e contínua dos órgãos públicos.

 

“É fundamental que os órgãos públicos atuem de forma integrada, com planejamento e continuidade e o quanto antes, para que as medidas de combate às queimadas tragam resultados efetivos para a população e para a preservação da Amazônia”, declarou.

 

A preocupação dos órgãos de controle ocorre em meio ao agravamento dos problemas ambientais no Amazonas, onde a fumaça das queimadas tem comprometido a qualidade do ar e provocado preocupação com a saúde da população.

 

Governo federal participa das discussões

O encontro contou com a presença do governador Roberto Cidade e de integrantes da comitiva ministerial enviada pelo Governo Federal para acompanhar as operações de enfrentamento aos incêndios florestais.

 

Participaram os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional; João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; José Múcio, da Defesa; e Wellington Silva, da Justiça e Segurança Pública, conforme as informações divulgadas sobre a reunião.

 

Também estiveram presentes representantes do Ibama, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), forças policiais e outras instituições.

 

A articulação busca ampliar a capacidade de resposta às queimadas, com a integração de recursos, equipamentos e equipes que atuam nas operações de combate aos incêndios.

 

MPC-AM anuncia acompanhamento dos resultados

O procurador Ruy Marcelo Alencar afirmou que a presença dos ministros e o anúncio de reforços operacionais representam uma expectativa de melhoria no enfrentamento à crise ambiental.

 

“Diante da presença de uma comitiva de ministros apresentando reforços operacionais, nós temos essa esperança, esse fôlego maior para que os resultados positivos sejam alcançados e, finalmente, o amazonense possa respirar um ar melhor”, declarou.

 

O representante do Ministério Público de Contas também sinalizou que os órgãos de controle continuarão acompanhando a efetividade das ações anunciadas.

 

“Vamos acompanhar nos próximos dias. Se isso não se efetivar, claro, nós estaremos atentos tanto para contribuir quanto para tomar novas providências”, acrescentou.

 

A manifestação reforça a cobrança por resultados concretos das medidas adotadas pelos governos federal, estadual e municipais, diante de uma crise ambiental que afeta a saúde da população, a biodiversidade e as comunidades amazônicas.

 

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