Foto: Reprodução Facebook
Notícia do dia 24/03/2020
A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto, em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira (24), informa que subiu para 47 os casos do coronavírus no Estado do Amazonas, sendo duas pessoas infectadas com a Covid-19 no município de Parintins.
Os novos pacientes têm idade entre 39 e 43 anos.
A dra. Rosemary Pinto informou que 4 pessoas infectadas com o coronavírus estão na faixa etária dos 39 a 49 anos e 1 com 88 anos.
Dos 47 casos confirmados, 5 estão internados, sendo 2 no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz (esses devem se submeter a testes com a cloroquina) e 3 na rede privada.
Ela acrescentou que 15 casos estão em investigação.
De acordo com a médica, os primeiros registros de casos do coronavírus no Amazonas, 90% eram importados, de pessoas vindas da Europa, Estados Unidos, e do Sudeste, especificamente de São Paulo.
Rosemary Pinto ressaltou que o estado ainda não registra casos de transmissão comunitária, mas locais. Por enquanto as autoridades conseguem saber a fonte de infecção.
Matéria atualizada às 17h51min
O Amazonas tem 47 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) e 15 em investigação, aguardando o resultado de exames. Cinco pacientes estão internados, sendo dois deles no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz, e três na rede privada.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (24/03), durante coletiva de imprensa on-line concedida pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto, e pela secretária executiva adjunta da Capital, da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Dayana Mejia de Sousa.
Dos 47 casos confirmados, dois são oriundos do município de Parintins. Os demais foram identificados em Manaus. Os pacientes que não estão internados estão em isolamento domiciliar, monitorados e acompanhados diariamente por profissionais de saúde.
Rede de assistência
A secretária executiva adjunta da Capital ressaltou que o Delphina Aziz, referência para o atendimento de pacientes graves de Covid-19, tem atualmente 50 leitos de UTI. Segundo Dayana, no caso de necessidade de ampliação, esse total de leitos pode passar para 350.
“Nós temos outros 20 respiradores disponíveis na rede para ampliação imediata de 50 para 70 leitos, e o Delphina está sendo trabalhado para atingir o teto de 350 leitos”, disse Dayana.
Questionada sobre a possibilidade do uso de outros equipamentos do Estado, como estádio de futebol, para a expansão de leitos, a secretária explicou que essa é uma medida levada em consideração por outros estados, mas que ainda não se aplica ao Amazonas.
“Diferente dos demais estados, nós temos uma situação no Amazonas em que nós temos capacidade de expansão do quantitativo de leitos dentro de estruturas prontas. Então, é uma estratégia, sim, que foi avaliada, nós temos alguns protótipos em torno dessa alternativa, porém, no momento, optamos por ampliação de leito nas unidades em que nós já temos leitos, como é o caso do Delphina, que pode chegar aos 350 leitos”, explicou Dayana.
Portos e estradas
A diretora-presidente da FVS-AM pediu que a população siga a orientação para permanecer em casa. E lembrou que, após decisão da Justiça Federal, o Amazonas colocará em execução as medidas de restrição ao transporte de passageiros em portos e estradas intermunicipais. “A sua forma de colaborar conosco é ficando em casa, evitando circular”, pediu Rosemary.
A secretária executiva adjunta também reforçou a orientação contra notícias falsas, pedindo que a população busque informações sobre a doença em sites oficiais e de confiança.
“É necessário que a sociedade não acredite em fake news. Todas as informações reais, verídicas, são dadas por nós, enquanto governo. Não temos interesse algum de sub informar, esse não é o objetivo. Estamos aqui diariamente, informando, trabalhando, e fazendo os investimentos necessários”, disse Dayana.
Informações adicionais
O governador Wilson Lima anunciou, na segunda-feira (23), que autorizou a pesquisa do uso da cloroquina para combater o novo Coronavírus, em pacientes do Amazonas. A pesquisa teve o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisas, do Conselho Nacional de Saúde, e será comandada por profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), das Fundações de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e da Fiocruz.
Wilson Lima também decretou, na segunda-feira (23), estado de calamidade pública no Amazonas em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e anunciou pacote de medidas econômicas e de prevenção à doença. Entre as ações está a oferta de linha de crédito R$ 40 milhões para micro, pequenas e médias empresas, e de auxílio de R$ 200 para 50 mil famílias em vulnerabilidade.
Uma liminar concedida na noite de segunda-feira (23) pela Justiça Federal, a pedido da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Defensoria Pública da União (DPU), manteve a vigência do Decreto nº 42.087, do Governo do Amazonas, determinando a paralisação do fluxo de passageiros em transporte fluvial no estado.
A ordem anula trecho da Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, que condiciona a um “parecer técnico” da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a restrição de passageiros em rodovias, portos e aeroportos.
A liminar assinada pela juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe impôs prazo de 72 horas para que o decreto do Governo do Amazonas siga em vigor, até a manifestação da União e do Ministério Público Federal, e posterior julgamento do mérito.
Enquanto não houver as manifestações, “prevalecerá o inteiro teor do Decreto do Governador do Estado do Amazonas, que restringiu o transporte fluvial de passageiros, com as devidas restrições em casos de urgência, prestação de serviços e transporte de mercadorias”.