Roberto Cidade convoca reunião de emergência e pede mais quatro aeronaves federais para combater incêndios no Amazonas

Com avanço das queimadas e da fumaça, governador determina discussão de novas medidas de enfrentamento

Roberto Cidade convoca reunião de emergência e pede mais quatro aeronaves federais para combater incêndios no Amazonas Foto: Divulgação/Secom Notícia do dia 18/10/2026

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, convocou, em caráter de urgência, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) para discutir novas medidas de combate aos incêndios florestais que atingem o estado. A decisão ocorre diante do agravamento das queimadas, que provocam intensa fumaça, comprometem a qualidade do ar e representam riscos à saúde da população.

 

Além da convocação, o Governo do Amazonas solicitou ao Governo Federal o envio de quatro aeronaves de grande porte para reforçar as operações de combate ao fogo, principalmente nas regiões de difícil acesso do interior.

 

Segundo Roberto Cidade, a população amazonense enfrenta há cerca de dez dias os efeitos mais intensos da fumaça provocada pelos incêndios, muitos deles suspeitos de origem criminosa.

 

“Há 10 dias, nossa população sofre com a fumaça provocada pelos incêndios florestais, muitos deles criminosos, que ameaçam a saúde e a vida de milhares de famílias”, afirmou o governador.

 

Cidade destacou que o estado mobilizou mais de mil bombeiros e brigadistas, contratou 153 brigadistas florestais e ampliou as ações de fiscalização. Também está em vigor a proibição do uso do fogo em todo o Amazonas por 120 dias.

 

“A situação continua grave, por isso estou convocando, em caráter de urgência, o Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para definir novas medidas de combate, fiscalização e proteção à população”, declarou.

 

b34d3f31-40eb-4d6a-9806-1f51e0e6f40c.jpeg

Foto: Divulgação/Secom

 

Bombeiros solicitam reforço de aeronaves

O pedido de apoio federal foi formalizado neste sábado (17), pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz.

 

O documento solicita quatro aeronaves de grande capacidade para atuar entre 25 de outubro e 25 de dezembro de 2026. Também prevê apoio aéreo para transporte de equipes e reconhecimento das áreas atingidas.

 

De acordo com o comandante, as aeronaves atualmente utilizadas enfrentam limitações operacionais diante das grandes distâncias, da extensão das áreas queimadas e das dificuldades de acesso.

 

O reforço solicitado busca aumentar a quantidade de água lançada sobre os incêndios e acelerar o atendimento às ocorrências.

 

Mais de 22 mil focos de incêndio combatidos

O balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros mostra a dimensão da crise ambiental no Amazonas.

 

22.557 - Focos de incêndio combatidos

 

3.710 - Ocorrências urbanas e florestais

 

17.959 - Focos combatidos no interior

 

4.598 - Focos combatidos na capital

Dados do CBMAM referentes ao período de 1º de junho a 16 de outubro de 2026.

 

Cerca de mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações em diferentes regiões do estado.

 

Fiscalização já resultou em R$ 235 milhões em multas

Além das ações de combate direto, o Governo do Amazonas intensificou a fiscalização ambiental por meio das operações Amazonas Mais Verde, Tamoiotatá e Alerta Fogo.

 

A Operação Tamoiotatá, coordenada com participação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), já resultou na aplicação de R$ 235,9 milhões em multas, 504 autos de infração, 296 termos de embargo e mais de 34,8 mil hectares embargados. Duas pessoas foram presas.

 

As equipes utilizam drones, imagens de satélite e sistemas de monitoramento para localizar focos de calor, identificar áreas de desmatamento e investigar o uso ilegal do fogo.

 

A Polícia Civil também atua nas investigações. Entre janeiro e outubro deste ano, a Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) registrou 567 procedimentos e verificações relacionados a possíveis crimes ambientais, incluindo incêndios florestais, desmatamento e poluição atmosférica.

 

Parintins também enfrenta os efeitos das queimadas

Em Parintins, a fumaça provocada pelos incêndios florestais tem afetado tanto a área urbana quanto comunidades rurais. Moradores de localidades como Peixe Marinho, na região do rio Uaicurapá, Zé Açu e Tracajá relataram grande concentração de fumaça e encaminharam imagens mostrando a situação.

 

O município integra as áreas de atuação das equipes federais de combate aos incêndios, com presença de brigadistas do Prevfogo/Ibama. A região do assentamento PA Vila Amazônia também está entre os locais atendidos pelas operações.

 

A Prefeitura de Parintins, em parceria com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos municipais, também desenvolve ações de enfrentamento às queimadas, incluindo mobilização de equipes e brigadistas.

 

Amazonas está em situação de emergência

O Governo do Estado decretou, no dia 10 de outubro, situação de emergência por 180 dias nas áreas dos municípios atingidos pelos incêndios florestais.

 

A medida permite a adoção de ações emergenciais para enfrentar os impactos ambientais, sociais e sanitários provocados pelas queimadas e pela estiagem.

 

O governo estadual mantém articulação com o Governo Federal, que mobilizou equipes especializadas, brigadistas e aeronaves para reforçar o combate aos incêndios no Amazonas.

 

Enquanto as operações avançam, a fumaça continua sendo uma preocupação para milhares de famílias, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

 

A expectativa é que a reunião emergencial convocada pelo governador Roberto Cidade defina novas providências para ampliar o combate aos incêndios, intensificar a fiscalização e reduzir os riscos à população.

 

Fonte: Governo do Amazonas e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. 

Tags: