Foto: Secom/PMP
Notícia do dia 25/04/2020
A aglomeração diária nas casas bancárias e lotéricas, principalmente na agência da Caixa Econômica, é apontada pelas autoridades em saúde e pelo prefeito Bi Garcia como a grande vilã para o aumento dos casos de coronavírus em Parintins. Outra situação que também precisa ser observada é a falta de cumprimento das medidas adotadas pela prefeitura, como isolamento social e o toque de recolher.
O fluxo de pessoas ocorreu quando a Presidência da República concedeu auxílio emergencial para ajudar famílias de baixa renda durante três meses, com recursos que variam de R$ 600 e R$ 1.200.
Mas a corrida à Caixa e lotéricas, para sacar o dinheiro, fez com que as filas se tornassem ‘quilométricas’. Eis aí o grande problema para os crescentes casos do novo coronavírus o que compromete os atendimentos no hospital Jofre Cohen, unidade de referência no tratamento da doença, que chegou no dia de hoje (25) a 71 pacientes infectados.
Com a expansão da pandemia no município de Parintins, a prefeitura tem que arcar com grande parte das despesas para manter a estrutura de saúde em funcionamento.
São ao todo 700 profissionais, além de 350 novos contratados, como médicos, serviços gerais, seguranças, técnicos de enfermagem, enfermeiros e fisioterapeutas. “Então, é um exército muito grande para atuar nesse momento. Fora a equipe de saúde, temos uma equipe grande na Secretaria de Assistência Social e temos também na higienização da cidade que envolve o Corpo de Bombeiros do aeroporto e da Secretaria de Obras”, ressalta.
Mobilização
Bi Garcia disse que o município se mobilizou desde o dia 11 de abril para a montagem das ações de enfrentamento da pandemia. Uma das medidas importantes foi disponibilizar mais de 50 leitos no hospital Jofre Cohen, além do mais, foram adquiridos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para os profissionais que estão na linha de frente do combate a Covid-19, entre eles médicos e funcionários da casa de saúde.
Para manter a estrutura da rede pública em funcionamento; dos 10 centros de saúde da sede do município, 5 foram mantidos os atendimentos diários para outros tipos de agravos. O hospital Padre Colombo, conveniado com o governo do estado, fica com os serviços de ortopedia, pediatria, genecologia e obstetrícia.
Nesse momento de crise na saúde, a prefeitura teve que reabrir o Centro de Saúde Dom Arcângelo Cerqua, anexo ao Bumbódromo, para suporte das demandas da população, com funcionamento 24h. Também pode contar com os atendimentos da UBS fluvial Lígia Loyola.
O município conta com uma ajuda imprescindível do governo do estado. Em torno de 1.500 famílias vão receber um cartão corporativo da ordem de R$ 200,00 para a compra de alimentos. Bi Garcia disse que a entrega será feita na segunda ou terça-feira. “Estamos vendo como vai ser essa entrega. Vamos evitar o máximo as aglomerações”, comenta.
Produção de máscaras
Outra ação durante a pandemia foi estabelecer o uso de máscaras pela população. Por causa dessa medida, a prefeitura passou a confeccionar o material. Coube ao Centro de Costura Dona Cota, do próprio município, produzir mais de mil máscaras, que também inclui macacões. O equipamento de proteção individual será para os profissionais de saúde.
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Como forma de garantir renda para algumas famílias. A prefeitura permitiu que um grupo de costureiras e artistas de bois produzissem máscaras. O grupo autônomo tem a missão de fabricar 10 mil peças, com a previsão de entrega na próxima semana. A meta disse Bi Garcia, é distribuir 30 mil para a população.
O uso de máscaras será obrigatório até o fim do mês de junho. As previsões não são nada otimistas. O governo do Amazonas, por meio da Susam e da FVS, prevê que o pico da contaminação aconteça no mês de maio.
“Então, nós precisamos mais do que nunca redobrar os cuidados aqui na nossa cidade. Com isso tivemos reuniões e pedimos ajuda da Polícia Militar para endurecer o isolamento social e botar pra casa aquelas pessoas que estão sem atividades essenciais nas ruas”, completou.
Neste domingo (26) vai acontecer uma operação da Polícia Militar para coibir a presença de pessoas nas ruas empinando papagaio de papel. Nos últimos dias têm sido frequente os praticantes da brincadeira formarem aglomerações nos bairros da cidade.
Texto: Neudson Corrêa