Por: Telhado de Vidro - 15/10/2026
Foto: Divulgação
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, defendeu a identificação e a punição dos responsáveis por incêndios florestais criminosos no estado. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (14), durante a apresentação de ações integradas de fiscalização, investigação e combate às queimadas, que vêm provocando problemas ambientais e comprometendo a qualidade do ar em diversas regiões amazonenses.
Segundo informações apresentadas durante a mobilização, a Polícia Civil do Amazonas já instaurou 120 procedimentos para investigar possíveis infrações relacionadas às queimadas. As apurações contam com denúncias recebidas pelo número 181, além de drones com câmeras térmicas, aeronaves de monitoramento e equipes que atuam diretamente nas áreas atingidas.
Serafim Corrêa destacou a importância da cooperação entre os governos estadual e federal e agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às operações de enfrentamento aos incêndios.
“Eu quero agradecer a presença, em menos de uma semana, pela segunda vez, do ministro João Capobianco em nossa capital. Esse é um esforço integrado do governo federal, governo do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin, com o governo estadual, do governador Roberto Cidade, objetivando combater as queimadas que estão gerando uma qualidade do ar ruim e, consequentemente, danos à saúde da população”, declarou.
Fiscalização e responsabilização
Durante a apresentação do plano de atuação integrada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que mobilizou 112 agentes, 28 viaturas, cinco drones e uma aeronave para reforçar as operações de fiscalização em regiões consideradas estratégicas.
O trabalho reúne Ibama, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Polícia Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
Entre as medidas previstas estão a intensificação da fiscalização nas áreas críticas, a notificação de proprietários rurais para adoção de medidas preventivas e a realização de perícias nos incêndios de maior proporção com suspeita de origem criminosa.
Quando comprovadas irregularidades, os responsáveis poderão sofrer multas, embargo de áreas degradadas e outras sanções previstas na legislação ambiental, além de responder criminalmente, conforme os resultados das investigações.
A intenção das autoridades é não apenas combater os focos de incêndio, mas também identificar suas causas e impedir novas ocorrências provocadas pela ação humana.
Reforço no combate aos incêndios
O enfrentamento às queimadas no Amazonas também conta com aeronaves, helicópteros, brigadistas e equipes especializadas que atuam em diferentes municípios.
De acordo com as informações divulgadas pelo Governo do Amazonas, o apoio federal inclui aviões Air Tractor utilizados no lançamento de água, helicópteros de apoio logístico, uma aeronave Caravan e um KC-390.
O Estado também mantém a Operação Amazonas + Verde, lançada em maio, que mobilizou mais de mil profissionais para ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
As equipes utilizam sistemas de monitoramento como o BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o FIRMS, da NASA, e o AppSelva, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
As ferramentas permitem acompanhar focos de calor, identificar regiões prioritárias e orientar o deslocamento das equipes.
Queimadas preocupam municípios do interior
A situação dos incêndios florestais também preocupa municípios do Baixo Amazonas, incluindo Parintins, onde equipes municipais, estaduais e federais atuam no enfrentamento ao fogo, especialmente na região da Gleba de Vila Amazônia.
Além dos prejuízos à vegetação, às propriedades rurais e às atividades produtivas, a fumaça tem afetado a qualidade do ar e provocado preocupação com a saúde da população.
O Governo do Amazonas informou ainda que está elaborando planos de trabalho para solicitar novos recursos federais destinados ao atendimento de demandas emergenciais e ao enfrentamento dos impactos da estiagem.
A atuação conjunta deverá continuar com ações de combate, fiscalização e investigação, buscando responsabilizar os envolvidos em incêndios criminosos e reduzir os danos ambientais no estado.