Polícia Científica identifica mais dois corpos que estavam sem identificação entre 2024 e 2025

Em janeiro, outros quatro corpos já havia sido identificados a partir da genética forense

Polícia Científica identifica mais dois corpos que estavam sem identificação entre 2024 e 2025 Foto: Divulgação/SSP-AM Notícia do dia 12/02/2026

O trabalho minucioso dos peritos do Laboratório de Genética Forense, do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) resultou na identificação de mais dois corpos, que deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) em 2024 e 2025. Em janeiro, a unidade já havia realizado a identificação de outras quatro pessoas que estavam com material genético armazenado desde 2022.

 

Desta vez, a partir do cruzamento de material genético, os peritos chegaram à identificação de Michel Franco Garces Camurca Junior, que tinha 36 anos. Ele foi registrado como desaparecido no dia 13 de maio de 2024. O outro corpo identificado foi o de Solange Cunha Viana, de 39 anos. A mulher estava desaparecida desde o dia 4 de março de 2025.

 

A gerente do Laboratório de Genética Forense, perita Daniela Koshikene, destacou que as identificações ocorreram a partir do cruzamento do material genético colhido dos fragmentos dos mortos e comparado ao de familiares.

 

“É por isso que reforçamos a importância da coleta do material genético. Uma vez que você está com um familiar desaparecido é de suma importância que venha ao Instituto para que façamos a coleta do seu material para que façamos as análises necessárias e, por conseguinte, a devida identificação desses corpos”, lembrou a perita.

 

A partir da identificação, os familiares de Michel e Solange foram comunicados por servidores do Instituto Médico Legal (IML) sobre a localização onde os corpos haviam sido sepultados como pessoas não identificadas para os devidos sepultamentos e homenagens.

 

Coleta

Atualmente, o Amazonas é o terceiro estado brasileiro com o maior número de perfis genéticos de pessoas não identificadas no Banco de Genética Forense. De acordo com a perita Koshikene, por conta disso, é possível fazer a comparação com o Banco de todo o Brasil, o que, para ela, aumenta as chances de identificação e localização de pessoas desaparecidas.

 

“Para se fazer coleta é muito simples. Coletamos apenas uma gotinha de sangue do familiar, que devem ser preferencialmente pai, mãe ou filhos. Quanto mais familiares, maiores as chances de identificação. A partir da coleta, é feita a inserção no banco e a partir daí, seguimos com as nossas análises”, completou Koshikene.

 

Outras identificações em 2026

Somente em janeiro quatro corpos localizados nos anos de 2022, 2023 e 2024 foram identificados. As confirmações foram realizadas por meio do Banco de Perfis Genéticos do Amazonas, encerrando anos de incerteza para familiares de pessoas desaparecidas.

 

Entre os identificados estavam Luiz Omar Victor Cornelio, desaparecido desde 2023, Eulisandro dos Santos Lima, desaparecido desde 2022, Maria Riete de Pinho Padilha, e Marcos Alves de Souza, ambos desaparecidos desde 2024.

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