PL de Roberto Cidade que propõe extensão de Plano de Saúde Mental para estudantes da rede privada aguarda sanção governamental

PL de Roberto Cidade que propõe extensão de Plano de Saúde Mental para estudantes da rede privada aguarda sanção governamental Foto: Rodrigo Brelaz Notícia do dia 24/03/2026

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), é autor do Projeto de Lei nº 670/2025, que amplia o alcance das políticas de saúde mental no ambiente escolar ao instituir diretrizes para o desenvolvimento e implantação do Plano Estadual Permanente de Saúde Mental e Atenção Psicossocial também para estudantes da rede privada de ensino.

 

A proposta acrescenta à Lei nº 7.578/2025,  inicialmente voltada à rede pública estadual, a possibilidade de aplicação das diretrizes em instituições privadas que ofertem Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), respeitando a autonomia pedagógica e administrativa dessas instituições. A medida busca fortalecer a atuação integrada entre os setores público e privado na promoção do bem-estar emocional dos estudantes.

 

Segundo o deputado-presidente, a iniciativa reforça o compromisso com a formação integral dos alunos e com a construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores.

 

“Aprovamos diretrizes que priorizam o equilíbrio emocional nas escolas, pois não há aprendizado pleno sem saúde mental. Estamos abrindo as portas para que a rede privada também participe desse esforço por meio de parcerias com o Estado. Ao incluírem essas iniciativas em seus projetos pedagógicos, as instituições reforçam o compromisso com a formação integral de nossos jovens, preparando-os para os desafios dentro e fora da sala de aula”, destacou o presidente.

 

A Lei nº 7.578/2025 representa um avanço significativo nas políticas públicas voltadas à saúde emocional e à prevenção de transtornos psíquicos no ambiente escolar. No entanto, a ampliação proposta pelo PL nº 670/2025 reconhece que os desafios relacionados à saúde mental não se restringem à rede pública, atingindo estudantes de diferentes contextos sociais e educacionais.

 

Nesse sentido, a inclusão da rede privada no escopo da legislação reafirma o papel dessas instituições dentro do sistema educacional estadual e sua contribuição para a formação cidadã e acadêmica da juventude amazonense. 

 

A proposta está alinhada aos princípios constitucionais de igualdade, proteção integral de crianças e adolescentes e garantia de um ambiente escolar saudável e seguro.

 

A matéria aguarda sanção governamental.

Tags: