Parintins registra qualidade do ar péssima e Amazonas chega a 113,9 mil famílias afetadas pela estiagem

Parintins registra qualidade do ar péssima e Amazonas chega a 113,9 mil famílias afetadas pela estiagem

Parintins registra qualidade do ar péssima e Amazonas chega a 113,9 mil famílias afetadas pela estiagem Foto: Divulgação/Ibama Notícia do dia 24/10/2026

Boletim divulgado neste sábado (24) aponta 46 municípios em situação de emergência; operações de combate aos incêndios mobilizam cerca de 1.500 profissionais e 18 aeronaves

 

Parintins registrou qualidade do ar classificada como péssima neste sábado (24), segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Amazonas. O município também permanece entre as 46 cidades em situação de emergência devido à estiagem, que já atinge 113.900 famílias em todo o estado.

 

Os dados de qualidade do ar, atualizados às 7h30, têm como referência a plataforma PurpleAir, que monitora a concentração de material particulado fino (MP2,5) na atmosfera. A classificação considera a média registrada nas últimas 24 horas.

 

Além de Parintins, os municípios de Autazes, Iranduba e São Sebastião do Uatumã apresentaram qualidade do ar muito ruim. Em Barreirinha, Boca do Acre, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte e Silves, a classificação foi ruim.

 

Outros 17 municípios registraram qualidade do ar moderada, incluindo Manaus, onde os indicadores se aproximavam do limite da categoria ruim.

 

A presença de partículas finas na atmosfera representa riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, dificuldade para respirar e agravamento de problemas respiratórios.

 

Em períodos de maior concentração de fumaça, a recomendação é reduzir atividades físicas ao ar livre, manter os ambientes protegidos da entrada de fumaça sempre que possível e procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou dificuldade respiratória.

 

Estiagem avança no Amazonas

O levantamento estadual aponta 46 municípios em situação de emergência, 12 em alerta e quatro em atenção. Com isso, os 62 municípios amazonenses estão enquadrados em alguma das três classificações de acompanhamento da estiagem.

 

Entre os municípios em emergência estão Parintins, Barreirinha, Nhamundá, Maués, Autazes, Borba, Humaitá, Lábrea e Manacapuru.

 

A estiagem afeta o cotidiano das populações urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas, especialmente nas localidades que dependem dos rios para transporte, abastecimento, acesso à saúde, educação e comercialização da produção.

 

O número de famílias atingidas chegou a 113.900, conforme os dados apresentados neste sábado pela Defesa Civil estadual.

 

Combate aos incêndios mobiliza 18 aeronaves

As operações de prevenção e combate aos incêndios no Amazonas mobilizam aproximadamente 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, com apoio dos governos estadual e federal.

 

A estrutura aérea reúne 18 aeronaves, sendo 16 federais e duas estaduais. São oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros, utilizados no combate às chamas e no apoio logístico às equipes em campo.

 

O estado também anunciou a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além do reforço de viaturas, equipamentos e estruturas de monitoramento.

 

Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios. A operação Amazonas+Verde desenvolve ações de combate aos incêndios em 33 municípios, enquanto a Operação Alerta Fogo utiliza drones e viaturas equipadas com internet via satélite para identificar o uso ilegal do fogo.

 

Bombeiros contabilizam mais de 23 mil focos combatidos

Entre 1º de junho e 23 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.843 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.

 

No mesmo período, a corporação informou ter atuado no combate a 23.857 focos, dos quais 4.721 na capital e 19.136 no interior.

 

Os números demonstram a dimensão das operações realizadas durante o período de estiagem, marcado pela ocorrência de incêndios em diferentes regiões do estado.

 

O Amazonas também estabeleceu medidas restritivas ao uso do fogo por 120 dias, respeitadas as exceções legais, e decretou situação de emergência por 180 dias em razão da estiagem e dos incêndios florestais.

 

Situação de Parintins exige atenção

A classificação péssima da qualidade do ar em Parintins reforça a preocupação com a exposição da população à fumaça, especialmente nas comunidades rurais e nas áreas próximas aos incêndios florestais.

 

O município enfrenta os efeitos combinados da estiagem, das queimadas e da poluição atmosférica. Esse cenário exige acompanhamento permanente das condições ambientais, das consequências para a saúde pública e das medidas de proteção às famílias atingidas.

 

Além das operações de combate ao fogo, a situação coloca em evidência a necessidade de informações acessíveis à população sobre os riscos da fumaça, os cuidados preventivos e os canais de atendimento em caso de problemas respiratórios.

 

Fonte: Defesa Civil do Amazonas — Boletim de 24 de outubro de 2026.

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