Foto: Sérgio Butel
Notícia do dia 14/03/2024
A Operação Mamuru, de fiscalização contra exploração ilegal de madeira foi deflagrada nesta semana pela Marinha do Brasil, Polícia Federal, IBAMA, ICMbio e FUNAI, em resposta as inúmeras denúncias feitas pelos indígenas da etnia Saterê-Mawé e suas organizações encaminhadas ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) nas calhas dos Rios Mamuru e Uaicurapá na fronteira entre Amazonas e Pará.
O objetivo é fiscalizar as atividades de vários projetos e planos de manejo de madeira instalados na região. Balsas, barcos e empresas que exploram a madeira na região são abordadas pela fiscalização.
A Operação é uma forma de proteger e garantir a integridade da fronteira leste da Terra Indígena Andirá-Marau e seu entorno contra o avanço da grilagem de terras, da exploração ilegal de madeira e possíveis garimpos ilegais. O indigenista da Funai em Parintins, Sérgio Butel, participa da operação e dá mais detalhes da ação ambiental.
“Foram visitados vários locais de exploração de madeira, conferida a documentação dos planos de manejo, foram dadas orientações às empresas que trabalham com extração de madeira. Estamos esperando finalizar a operação para fazer um balanço e poder divulgar os resultados obtidos, isso é uma resposta do governo federal às constantes denúncias que a gente tem ouvido de ribeirinhos, de indígenas e das populações e organizações da sociedade civil”.
A presença dessas instituições garante a integridade e a proteção da fronteira leste da Terra Indígena Andirá-Marau, principalmente a parte que incide o território do Estado do Pará. Sérgio Butel destaca a preocupação em torno dos Territórios Indígenas, mediante a essa degradação ambiental.
“A grande preocupação da Funai é que essas regiões na fronteira leste com o Pará, se aproximam bastante dos limites da terra indígena. Então havia uma preocupação de que se essa exploração de madeira estivesse ocorrendo já dentro de Território Indígena. E nós pudemos constatar já de início que, graças a Deus, isso não está acontecendo. O Território Indígena ainda está intacto. A sua integridade é muito importante para a sobrevivência das populações indígenas. E, graças a Deus, nós não temos aqui na nossa região essa ocorrência nem de madeireiros nem de garimpeiros dentro das terras indígenas”, comentou.
Cinco agentes do IBAMA, seis policiais federais, incluindo delegado e escrivão, fuzileiros navais e dois servidores da FUNAI (de Parintins e Manaus) participam da operação embarcados no Navio Patrulha “Raposo Tavares” da Marinha do Brasil.


Fotos: Sérgio Butel/Indigenista da Funai em Parintins
Alvorada Parintins - Por Aldair Rodrigues