Marcellus Campêlo defende fim dos lixões e plano estadual de drenagem para enfrentar eventos climáticos

Candidato a deputado estadual propõe ampliar investimentos em saneamento básico e dar suporte técnico e financeiro aos municípios do interior

Marcellus Campêlo defende fim dos lixões e plano estadual de drenagem para enfrentar eventos climáticos Foto: Divulgação Notícia do dia 22/09/2026

O candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo, da Federação União Progressista, apresentou propostas para ampliar o saneamento básico nos municípios do Amazonas e preparar as cidades para os impactos de eventos climáticos extremos. Entre as medidas defendidas estão o fim dos lixões a céu aberto no interior e a criação de um Plano Estadual de Drenagem Urbana.

 

As propostas foram apresentadas na segunda-feira (21), durante reunião com profissionais das áreas de saneamento e meio ambiente. Campêlo afirmou que pretende levar o tema para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), caso seja eleito.

 

Entre as prioridades citadas pelo candidato estão a ampliação do acesso à água tratada, esgotamento sanitário, drenagem urbana e coleta e tratamento de resíduos sólidos. Ele defende maior participação do Governo do Estado no apoio técnico e financeiro às prefeituras, inclusive para elaboração de projetos e captação de recursos.

 

Na área ambiental, Campêlo relacionou as propostas aos efeitos das mudanças climáticas, especialmente em municípios atingidos por alagamentos, enchentes e períodos prolongados de seca.

 

“Para reduzir os alagamentos, vou propor a criação de um Plano Estadual de Drenagem Urbana. Na área ambiental, também vou buscar recursos para recuperar áreas degradadas, igarapés e nascentes e incentivar cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade”, afirmou.

 

 

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Foto: Divulgação 

 

A presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no Amazonas (ABES-AM), Josi Monteiro, que participou do encontro, destacou a necessidade de aproximar o debate legislativo dos profissionais que atuam no setor.

 

“É importante ter no Legislativo alguém que conheça a realidade do saneamento e do meio ambiente no Amazonas e tenha experiência prática para discutir os desafios do setor. A aproximação com os profissionais que vivem essa realidade todos os dias também contribui para construir políticas públicas mais adequadas às necessidades dos municípios e da população”, declarou.

 

Apoio aos municípios

Marcellus Campêlo também citou a Microrregião de Saneamento Básico do Amazonas (MRSB) como instrumento para ampliar a gestão compartilhada dos serviços entre Estado e municípios. A estrutura reúne o Governo do Amazonas e os 61 municípios do interior e atua no planejamento, regulação, fiscalização e prestação dos serviços públicos de saneamento.

 

O candidato ainda defendeu a ampliação da atuação da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama). Segundo ele, 33 prefeituras demonstraram interesse em transferir para a companhia estadual a gestão dos sistemas de abastecimento de água. Campêlo afirmou que pretende defender a incorporação desses municípios pela empresa.

 

Ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e ex-gestor da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Campêlo utilizou projetos desenvolvidos durante sua passagem pelo Governo do Estado como referência para as propostas.

 

Entre eles está o Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins. A primeira etapa do novo sistema de abastecimento de água entrou em operação em 2025, com nove poços profundos e 26 quilômetros de rede de distribuição. O projeto também prevê expansão do sistema de esgotamento sanitário do município.

 

Campêlo também citou experiências em Maués, projetos da Cosama voltados às comunidades rurais e ações de saneamento e recuperação ambiental realizadas em Manaus.

 

Para o candidato, políticas de saneamento e infraestrutura precisam ser associadas à preparação dos municípios para períodos de seca, enchentes, alagamentos e outros eventos extremos, com investimentos em drenagem, recuperação ambiental e destinação adequada dos resíduos sólidos.

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