Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama.
Notícia do dia 23/10/2026
Os incêndios florestais que atingem o Amazonas continuam provocando prejuízos às comunidades indígenas, comprometendo plantações, atividades de trabalho e a segurança alimentar de famílias que dependem da terra para sobreviver. Diante dessa situação, brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama, apoiaram a entrega de 50 cestas básicas a comunidades indígenas nas regiões de Autazes e Careiro da Várzea.
A operação, realizada nos últimos dias, contou com helicópteros do Ministério da Defesa para transportar os alimentos até as localidades afetadas pelas queimadas.
Segundo o Ibama, as famílias beneficiadas sofreram perdas em suas áreas de cultivo e tiveram suas atividades de subsistência comprometidas pelo avanço das chamas. Além dos prejuízos materiais, moradores precisaram interromper parte de suas atividades cotidianas para ajudar a proteger as comunidades e combater o fogo.
Queimadas ameaçam a segurança alimentar
Nas comunidades indígenas, as plantações representam uma importante fonte de alimentação e sustento. A destruição das áreas cultivadas pode provocar dificuldades no abastecimento familiar e comprometer a produção de alimentos nos meses seguintes.
A situação se agrava quando os moradores precisam dedicar tempo e esforço ao enfrentamento dos incêndios, deixando de realizar atividades fundamentais para a sobrevivência das famílias.
A distribuição das cestas básicas busca amenizar essas dificuldades imediatas, enquanto as comunidades enfrentam as consequências ambientais e econômicas das queimadas.
Brigadistas também prestam apoio humanitário
Além do trabalho de prevenção e combate aos incêndios florestais, os brigadistas do Prevfogo participaram da logística de distribuição dos alimentos.
O transporte aéreo, realizado com helicópteros do Ministério da Defesa, permitiu levar a assistência às comunidades indígenas atendidas pela operação.
A iniciativa evidencia que os impactos dos incêndios vão além da destruição da vegetação, atingindo diretamente a alimentação, a renda e as condições de vida das populações tradicionais da Amazônia.
O Ibama não informou, no material divulgado, o número total de famílias afetadas nas duas regiões nem se haverá novas entregas de alimentos.
Fonte: Ibama-AM.