Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama
Notícia do dia 22/10/2026
O combate aos incêndios florestais no Amazonas exige dos brigadistas preparo físico, treinamento e equipamentos adequados para enfrentar o calor intenso, a fumaça e as dificuldades de acesso às áreas atingidas pelo fogo. Para garantir maior segurança durante as operações, os profissionais do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), utilizam diferentes equipamentos de proteção individual (EPIs).
Entre os itens estão capacetes, óculos de segurança, luvas, botas, perneiras, calças e gandolas de proteção. Cada equipamento desempenha uma função específica na prevenção de acidentes durante o deslocamento pela floresta, o combate às chamas e o trabalho de rescaldo, realizado para evitar que o fogo volte a se espalhar.
A distribuição desses materiais faz parte do Programa de Brigadas Federais do Ibama, que também oferece capacitação e ferramentas de trabalho. A atuação das equipes prioriza a proteção de terras indígenas, territórios quilombolas, assentamentos da reforma agrária e unidades de conservação federais.
Proteção da cabeça aos pés
Os capacetes protegem contra impactos e obstáculos encontrados na vegetação, enquanto os óculos ajudam a impedir o contato dos olhos com poeira, cinzas e partículas lançadas durante as operações.
As luvas reduzem os riscos de ferimentos no manuseio de ferramentas e materiais. Já as botas e perneiras oferecem proteção adicional durante os deslocamentos por terrenos irregulares, onde os profissionais enfrentam galhos, troncos e outros obstáculos.
As vestimentas utilizadas pelos brigadistas incluem calças e gandolas de mangas compridas, que ajudam a proteger a pele. Dependendo das características e certificações dos materiais, essas peças também podem oferecer proteção térmica.
Outro equipamento é a balaclava, utilizada para cobrir partes da cabeça e do pescoço. Quando fabricada com material apropriado, contribui para reduzir a exposição ao calor. No entanto, não substitui equipamentos de proteção respiratória contra os contaminantes presentes na fumaça.

Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama
Hidratação é fundamental durante o combate
Além dos equipamentos de proteção, os brigadistas utilizam mochilas de hidratação e cantis para transportar água potável durante as operações.
As mochilas possuem reservatórios internos conectados a mangueiras, permitindo que os profissionais bebam água durante os deslocamentos sem precisar retirar o equipamento das costas.
Esses acessórios são importantes diante das altas temperaturas e do esforço físico exigido no combate aos incêndios.
O Ibama destaca a diferença entre os reservatórios destinados ao consumo humano e as bombas costais utilizadas diretamente no combate ao fogo. Estas últimas transportam água aplicada sobre a vegetação em combustão, por meio de bombas manuais e esguichos.
Segurança também depende de treinamento
O trabalho dos brigadistas envolve atividades de risco, como abertura de linhas de contenção, operação de sopradores e motosserras, além do rescaldo das áreas queimadas.
Por isso, a utilização dos equipamentos deve considerar as características de cada atividade. A operação de motosserras, por exemplo, exige proteção específica contra cortes e treinamento adequado.
A exposição à fumaça e ao ruído dos equipamentos motorizados também exige atenção. Respiradores apropriados podem reduzir a inalação de determinados contaminantes, enquanto protetores auditivos ajudam a diminuir os efeitos da exposição ao barulho intenso.
Nos cursos de formação do Prevfogo, os profissionais recebem orientações sobre comportamento do fogo, organização das equipes, normas de segurança, utilização de ferramentas e técnicas de combate.
Desafios na floresta amazônica
No Amazonas, as operações são dificultadas pelas grandes distâncias, áreas de difícil acesso, vegetação fechada e condições climáticas adversas.
Os brigadistas precisam transportar ferramentas e equipamentos enquanto enfrentam terrenos irregulares, altas temperaturas e fumaça intensa.
A segurança também depende da conservação dos materiais, da comunicação entre as equipes e do planejamento das operações.
Em meio à crise provocada pelos incêndios florestais no estado, a proteção dos profissionais que atuam diretamente no combate às chamas é fundamental para preservar vidas e garantir a continuidade do trabalho de defesa da floresta amazônica e das comunidades ameaçadas pelo fogo.
Fonte: Ibama-AM