Foto: Reprodução Internet
Notícia do dia 12/04/2020
A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) registrou mais 156 casos do novo coronavírus (Covid-19) no balanço divulgado neste domingo (12/04), totalizando 1.206 casos no Amazonas, dos quais 813 são de pessoas que estão em isolamento domiciliar. Entre as mortes investigadas, nove foram confirmadas tendo Covid-19 como causa, entre os quais estão dois indígenas dos municípios de São Paulo de Olivença e Tabatinga e um médico de Manaus.
Do total de casos de Covid-19 no Amazonas, 1.053 são na capital e 153 no interior do estado. O maior número de casos está em Manacapuru (87), em seguida Iranduba (13), Itacoatiara (11), Parintins (11), Santo Antônio do Içá (7), São Paulo de Olivença (5), Tabatinga (4), Anori (3), Tonantins (3), Careiro da Várzea (2) e Presidente Figueiredo (2). Cinco municípios têm um caso cada: Boca do Acre, Careiro Castanho, Manicoré, Novo Airão e Tefé.
Isolamento e internação
Atualmente, há 813 pessoas com diagnóstico positivo para Covid-19 que estão se recuperando em isolamento social, o que representa 67,41% do total.
Entre os casos positivos do novo coronavírus, há 193 internados, sendo 111 em leitos clínicos e 82 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública (45) e da rede privada (37).
Há, ainda, outros 406 pacientes suspeitos internados, que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 351 estão em leitos clínicos (100 na rede privada e 251 na rede pública); e 55 estão em UTI (30 na rede privada e 25 na rede pública).
O número de pacientes recuperados, que estão fora do período de transmissão do vírus, subiu para 138.
Óbitos
Mais nove mortes por Covid-19 foram confirmadas pela FVS, totalizando 62 óbitos no Amazonas. Do total confirmado, seis foram de pacientes de Manaus, dos quais quatro estavam em unidades privadas de saúde. Um óbito foi no município de Parintins, uma mulher de 85 anos, que tinha hipertensão e cardiopatia e morreu no dia 06 de abril.
Outros dois pacientes provenientes do interior também tiveram Covid-19 confirmado. Um indígena da etnia Kokama, de 44 anos, que não tinha relato de comorbidade, veio de São Paulo de Olivença para Manaus, onde recebeu assistência mas não resistiu e foi a óbito no dia 9 de abril. Outro indígena com diagnóstico confirmado, de 78 anos e com histórico de hipertensão e cardiopatia, recebeu assistência mas também não resistiu e morreu ontem (11/04).
Em Manaus, os óbitos confirmados foram: de um homem de 64 anos, que era médico, não tinha histórico de comorbidades e foi atendido em uma unidade de saúde privada; quatro homens, de 47, 48 e 71 anos, que também não tinham histórico de comorbidades; um de 83 anos sem histórico de comorbidade e que foi atendido na rede privada; e um homem de 45 anos, com histórico de obesidade e cardiopatia, que também foi atendido em uma unidade da rede privada.
Outros oito óbitos estão em investigação pela FVS-AM.
Em pronunciamento em redes sociais neste domingo (12/04), o governador Wilson Lima destacou o apoio que o Amazonas tem recebido do Ministério da Saúde para ampliar a estrutura de atendimento de pacientes que necessitam de internação pelo novo Coronavírus (Covid-19), auxiliando o esforço do Governo do Estado, que mantém a autonomia na gestão do sistema estadual de saúde.
Durante a live, que contou com a participação da secretária estadual de Saúde, Simone Papaiz, o governador também ressaltou a contribuição da iniciativa privada para o enfrentamento da doença e reforçou o apelo para que a população mantenha o distanciamento social.
Wilson Lima voltou a dizer que o momento é de união e que tem conversado com muitas empresas. “Aqui quero fazer o registro da conversa que eu tenho tido com a Videolar, que é uma empresa que está nos ajudando, com a Transire, com o pessoal da Samel, que tem estabelecido alguns protocolos que são importantes no tratamento de pacientes com Covid”, detalhou o governador ao também destacar que tem conversado com a direção da Hapvida, que se colocou à disposição para compartilhar experiências.
Isolamento social
O governador renovou o apelo para que a população respeite as medidas de distanciamento social, que é a melhor maneira de interromper a cadeia de transmissão do Covid-19.
“Pode até ser que você não concorde com as medidas restritivas que são orientados pela Organização Mundial da Saúde. Pode ser que você não concorde orientações do Ministério da Saúde, mas não tem outro caminho, não existe outra metodologia adotada em qualquer parte do mundo seja eficiente no que diz respeito à interrupção da transmissão desse vírus a não ser o isolamento social”, afirmou.
De acordo com Wilson Lima, especialistas apontam que 80% da população vai contrair o coronavirus e é necessário retardar o contágio. “O que nós estamos trabalhando é para retardar essa disseminação para impedir que as pessoas fiquem doentes ao mesmo tempo porque sistema de saúde de nenhum lugar do mundo tem capacidade para atender todo mundo ao mesmo tempo”, reforçou.