Parintins anuncia mudanças nas medidas protetivas à Covid-19

Parintins anuncia mudanças nas medidas protetivas à Covid-19 Foto: Pitter Freitas Notícia do dia 05/01/2021

O aumento no número de casos e o avanço da Covid-19 em Manaus obrigou o município de Parintins a fazer mudanças nas medidas protetivas da cidade. Em reunião do Comitê Gestor de Combate ao Coronavírus de Parintins, realizada hoje, 05, no Centro do Idoso Pastor Lessa, representantes de órgão de saúde e segurança definiram um novo protocolo de ações para conter o avanço da doença.

 

A Prefeitura de Parintins vai acatar a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas imposta ao Governo do Estado do Amazonas, em especial, quanto ao funcionamento do comércio e demais atividades não essenciais. Dentre as principais medidas estão: toque de recolher das 22h às 05hs, proibição de reuniões e festas, visita a pacientes com covid-19; venda de produtos por ambulantes; consumo em restaurantes; funcionamento de bares (exceto os registrados como restaurantes). As medidas são válidas até o dia 17 deste mês e estão previstas interdições e multas para estabelecimentos que descumprirem as normas.

 

Segundo Bi Garcia, Parintins vai seguir as orientações da Justiça, mesmo o município não apresentando dados graves da doença. "Decisão judicial não se discute, se cumpre. Nós temos 103 leitos; disso estão ocupados 25%, mas a nossa preocupação são os casos graves. Nessa situação estamos tendo dificuldades para transferir para Manaus porque lá não há vagas disponíveis. Portanto, nós temos que proteger a população para evitar a maior contaminação possível como está acontecendo em outras partes do mundo e agora chegando fortemente no estado do Amazonas”, disse Bi Garcia.

 

Em Parintins os números não são considerados graves, mas os atendimentos nos hospitais vem crescendo a cada dia e isso preocupa e sobrecarrega os profissionais da saúde. "A procura aumentou nos últimos dias, de 80 para 150 atendimentos por dia. As pessoas estão deixando para procurar o hospital só quando estão em estado grave e não procuram as unidades de saúde nos primeiros sintomas", disse a diretora do Hospital Jofre Cohen, Joseane Mascarenhas.

 

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