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Greves e o fim da confiança nos governos e instituições públicas

Greves e o fim da confiança nos governos e instituições públicas Foto: BNC Notícia do dia 05/06/2018

A greve dos rodoviários de Manaus, que se encerrou na segunda-feira, dia 4, após sete dias de duração e com a prisão de, ao menos, dez manifestantes, 61 ônibus quebrados, populares feridos e milhares de usuários sem conseguir sair ou voltar para casa, não pode ser vista como um fato isolado. 

 

Ela se junta ao conjunto de acontecimentos vividos no país nos últimos cinco anos que quebra o simbólico e fino véu de poder da autoridade pública e expõe que a confiança dos brasileiros nas instituições de governo é quase nenhuma.

 

As cenas de revolta do povo registradas nesta segunda-feira, no coração da zona leste de Manaus, a região mais populosa da cidade, extravasaram o basta do cidadão, do passageiro, do trabalhador, do estudante, que tem valido menos do que os centavos que compõem o preço da passagem. Este, aliás, uma caixa-preta nunca aberta, nunca mostrado às claras.

 

Basta lembrar que quando a tarifa aumentou de R$ 3 para 3,80, patrões e empregados, hoje em um fingido conflito, comemoraram a conquista, enquanto para o usuário sobrava a demagógica promessa de que o reajuste traria ônibus novos, com ar-condicionado, portas adaptadas para a Faixa Azul, acessibilidade para cadeirantes e ainda sobraria dinheiro para colocar internet nos veículos.

 

Essas promessas amenizaram os ânimos naquele início de 2017. Contudo, passado um ano, a frota continua envelhecida, os mimos prometidos não chegaram e, ao invés de avanço, um retrocesso de uma luta de classe trabalhadora. Favorecidos mesmo só uma meia dúzia de sindicalistas, de uma mesma família, e outra meia dúzia de empresários.

 

Brasil Norte Comunicação | BNC Amazonas

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