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Em Parintins, professores e alunos da rede estadual de educação cobram reajuste salarial e alimentação

Em Parintins, professores e alunos da rede estadual de educação cobram reajuste salarial e alimentação Foto: Marcondes Maciel Notícia do dia 08/03/2018

Um ato público, apresentação teatral, passeata com cartazes, faixas e muitas cruzes e caixões simbolizando a morte da educação marcou mais um dia de paralisação dos professores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em Parintins. A mobilização contou com a participação de dezenas de estudantes da Seduc, principalmente do CETI que estão recebendo aula somente em um período por falta de alimentação.

 

A greve de 24 horas aconteceu na quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, por ser uma data de referencia à luta dos direitos sociais. A mobilização reuniu mais de 1.200 professores, merendeiras, vigias, serviços gerais, administrativos e estudantes, segundo a coordenação da manifestação.

 

As atividades paredistas iniciaram pela manhã, com a concentração na Praça da Liberdade, às 8h30min houve o ato público na praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, onde foi realizado a teatralização de peças retratando a realidade da educação na atualidade com os caixões. Um grupo de estudantes participaram da passeata vestidos como professores, enfermeiras, policiais militares, bombeiros e uma adolescente caracterizada de político com uma mala cheia de dinheiro.

 

Do centro da cidade, os profissionais da educação seguiram até a sede da Seduc em Parintins para mais uma manifestação. À tarde os educadores retomaram as ruas onde seguiram em passeata até a Seduc Parintins.

 

A decisão de um dia de greve foi deliberada em assembleia da categoria realizada no sábado, 3 de março, no auditório da Uea em Parintins.

 

De acordo com o membro da comissão de mobilização dos professores estaduais, Rooney Barros, a indignação dos educadores é quanto a falta de respeito do governador Amazonino Mendes em não cumprir o que determina a lei sobre o reajuste salarial, que representa uma perda em mais 35% nos últimos quatro anos.

 

O professor Rooney explicou que o Governo do Estado havia prometido a liberação do reajuste para o dia 1º de março, porém o acordo não foi cumprido e até o momento os trabalhadores em educação estão sem uma resposta concreta por parte da Seduc.

 

“Nosso objetivo é no sentido educacional que são os reajustes de perdas salariais, que somadas chegam a mais de 35% em quatro anos. Que esses reajustes sejam assegurados em nossa base salarial”, protestou o professor Rooney.

 

O líder do movimento afirmou que é chegada a hora dos profissionais da educação serem respeitados e tratados com dignidade para que voltem ás escolas motivados para a melhor qualidade do ensino.

 

“Estamos passando por uma fase de violência em todas as partes do país. Isso é fruto da péssima estrutura educacional que temos. Esperamos que o governo seja sensível a nossa causa e nos conceda o reajuste salarial devido”, reivindicou.

 

Marcondes Maciel | Repórter Parintins