IBGE apresenta relatório preliminar do Censo Agro em Parintins

Noticia Atualizada em 06/12/2017
IBGE apresenta relatório preliminar do Censo Agro em Parintins
Foto: Fernando Cardoso

A Comissão Municipal de Geografia e Estatística (CMGE) da Agência Local do IBGE apresentou na manhã desta quarta-feira (06), o relatório do andamento da coleta de dados do Censo Agro 2017 no Município de Parintins.

 

Os números foram apresentados na 2ª reunião da CMGE que contou com representantes do IDAM, ADAF, IBAMA, SEMPA, coordenadores da coleta do Censo Agro em Parintins e do chefe de gabinete do IBGE no Estado, Carlos Enoque da Silva Martins.

 

O subcoordenador de área, Lamin Gonçalves, expos aos presentes o total de setores no município. Ao todo 79, destes apenas 18 ainda não foi iniciada a coleta dos dados, 10 setores estão em andamento com pelo menos uma transmissão dos dados, em 07 setores a coleta está paralisada, 17 setores tiveram os trabalhos concluídos, 06 estão sob supervisão e 21 setores estão liberados para pagamento.

 

Lamin explicou que 4.288 configuram na lista previa de estabelecimentos cadastrados, destes 1.778 estão com questionários e apenas 3.866 estão recebendo a coleta de dados.

 

Desse universo de estabelecimentos, 05 deles tiveram endereços confirmados sem a cobertura de questionário, 1.070 foram incluídos, 09 tiveram endereços incluídos sem abertura de questionário, 2.074 foram excluídos e 02 estabelecimentos possivelmente estão fora do setor.

 

“A finalidade principal da CMGE é dar transparência aos trabalhos do Censo, mostrar o que está sendo feito e de que forma está sendo feito, com acompanhamento rigoroso pra manter a qualidade da pesquisa”, comentou.

 

A chefe da Agência do IBGE, Fátima Silva, informou que em mais de 50% dos setores a coleta já foi concluída, com expectativa da finalização até o final de dezembro e a apresentação dos dados no mês de janeiro de 2018.

 

“A nossa última saída é de recenseadores para a área indígena já que existe um tratamento especial a essa população. Temos alguns dados e vamos poder divulga-los em alguns dias e no mês de janeiro vamos divulgar os dados preliminares”, relatou.

 

Para o representante do Ibama, Joel Araújo, os dados vão nortear estatísticas sobre a produção rural e agropecuária no município, lamentando falha no levantamento de recursos florestais, tais como: recurso madeireiro, a produção de sementes e mudas, produção de óleos essenciais que são produtos não madeireiro, mas pertence a região.

 

“Penso que seria importante figurar no contexto do Censo a produção madeireira, já que existe uma falha, obviamente que não é do IBGE, mas dos órgãos como o Ibama e o IPAAM. São dados que vão colaborar com a gente no sentido de orientar as propriedades em termos de regularização ambiental e licenciamento das atividades”, ponderou.

 

O titular da SEMPA, Edy Albuquerque, crer que o Censo Agropecuário servirá de norte para as políticas públicas que a administração pública tem para o setor primário.

 

“Elaboramos um plano de ação para o setor e essas informações do Censo vão nos dar base com estatística agropecuária confiável em cima daquilo que estamos procurando trabalhar como meta dentro do PPA e Plano Operativo da SEMPA que vão ajudar formatar essas ações no ciclo de quatro anos da atual administração”, declarou.

 

A engenheira agrônoma Wanderleia Gonçalves, represente da ADAF elencou que o órgão teve participação direta no Censo, contribuindo com a lista de produtores e suas propriedades com objetivo de que o IBGE pudesse identificar e classificar os produtores em função do tamanho do rebanho bovino.

 

“Com essas informações o IBGE pode visitar as propriedades e em função dessa sazonalidade de várzea e terra firme a ADAF pode identificar onde o produtor que tem propriedades em ambos ecos sistemas se encontra, bem como localizar o rebanho dele”, explicou.

 

O chefe de gabinete do IBGE no Estado, Carlos Enoque, ressaltou que percorreu 20 postos de coleta em diferentes municípios, mas escolheu Parintins por se destaca no trabalho de coleta das informações para o Censo Agro 2017.

 

Ele comentou que o sinal ruim de internet impede o trabalho de coleta dos dados dos estabelecimentos agropecuários, inclusive, tem municípios que os Dispositivos Móvel de Coleta (DMCs) tem que ser enviados a Manaus para poder fazer a comunicação com o sistema principal do IBGE, impedindo os trabalhos.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins

 


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