Foto: Fernando Cardoso
Notícia do dia 20/11/2017
O teste oral para diagnóstico de AIDS na rede pública de saúde vem conseguindo atingir a meta mensal com esforço da parceria entre Semsa e a Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis(AGLT/PIN). O exame é extraído com uma haste, um fluido entre a gengiva e o começo da mucosa da bochecha.
O resultado do exame sai em até 30 minutos. A vantagem do exame, é que, diferentemente dos testes rápidos já disponíveis, este dispensa a coleta de sangue. Além do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) a AGLT/PIN realiza o teste em um local exclusivo para que esse público possa passar pelo exame sem ter que ser descriminado.
Quando o resultado do teste oral dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento na sede do projeto.
A incidência de aids em transexuais, homossexuais, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo é frequente. “Quando o resultado dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento” explica Fernando Moraes, presidente da AGLT/PIN.
Enquanto a taxa de prevalência do HIV na população geral do Brasil é 0,4%, na população de travestis é 12%. O número de testes positivos nas ações das ONGs não governamentais mostra índice maior em relação aos dados da população em geral.
Em Parintins, há uma estimativa que muitas pessoas não saibam que são portadoras do vírus. De janeiro a outubro já foram registrados 26 casos da doença no município, 18 homens e 8 mulheres.
Fernando Cardoso | Repórter Parintins