Estado reduz convênio com CDI

Estado reduz convênio com CDI Fotos: Neudson Corrêa Notícia do dia 02/11/2015

Pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) terão um menor quantitativo de exames na Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDI). O Governo do Estado do Amazonas reduziu a cota de ultrassonografia e tomografia naquela unidade de saúde. A medida, tomada este mês, afeta pacientes de Parintins e demais municípios do Baixo Amazonas.

 

O antigo convênio do Governo do Estado com a CDI, assinado em fevereiro de 2015, contratava um serviço de 249 tomografias e 50 ultrassonografias com dopller (sistema de imagem). De acordo com o diretor da CDI, Francisco Teixeira Cardoso, com o novo convênio, renovado em outubro para 90 dias, a clínica vai disponibilizar somente 189 tomografias e 40 ultrassonografias com dopller.

A secretária de Saúde de Parintins, Rainez Rocha, informa que ainda não foi oficialmente comunicada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, mas afirma que toda diminuição de cota afeta, diretamente, o município, uma vez que vai ficar prejudicado com a execução do serviço. Segundo a secretária, a redução não depende da decisão do poder local, que já enfrenta dificuldades na área da saúde.

 

“É drástico isso porque a gente já vem enfrentando problemas de coisas que não depende de nossa resolução e a redução desse convênio com a clínica CDI, que são de exames especializados de alta complexidade, vamos ficar prejudicados”, destaca.

Atuação
A CDI atende Parintins, municípios do Baixo Amazonas e cidades paraenses que fazem fronteira com a Ilha Tupinambarana, com atendimentos a pacientes de traumatismo crânio encefálico, suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral), entre outras doenças e alta complexidade. “A gente tem uma população de 111 mil habitantes, ainda temos que servir dessa cota a toda a região do Baixo Amazonas e dividir ainda essa cota com Urucará e Urucurituba. Quem perde é a população do Baixo Amazonas, a população de Parintins”, revela.

Quem tem ido à clínica nos últimos dias se surpreende com as informações da direção sobre a possibilidade de encerramento das atividades.
“Tem pessoas humildes que não têm condições de pagar os exames. Se a CDI for embora de Parintins estamos perdidos. Tem pessoas que não têm condições de pagar uma passagem pra ir a Manaus, não tem moradia, infelizmente vai ser um caos para o município”, desabafou a senhora Soraia Gomes que estava com sua irmã na clínica para fazer exames.

 

Eldiney Alcântara/Repórter Parintins

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