Motoristas embriagados podem ir parar no presídio

Notícia do dia 15/08/2014

Quatro pessoas já foram presas em flagrante e indiciadas pela 3ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) por dirigir com visíveis sintomas de embriaguez alcoólica. Esses são os primeiros reflexos da empreitada da Polícia Civil para reduzir os índices de graves acidentes de trânsito e conscientizar os condutores na terra do boi-bumbá. A ordem para as intervenções partiu do delegado Bruno Fraga, em apoio às ações da Polícia Militar.

 

Dependendo das circunstâncias, é estipulado fiança e, caso não seja paga no tempo hábil determinado pela autoridade policial, o preso será encaminhado para a Unidade Prisional de Parintins (UPP). As quatro pessoas indiciadas, no decorrer da última semana, escaparam de ser transferidas ao presídio ao pagarem fiança no valor de um salário mínimo para ter direito a responder processo em liberdade por infração no trânsito.

 

?São muito elevados os índices de acidentes na cidade, inclusive com mortes. Proporcionalmente, temos mais acidentes do que em Manaus. Praticamente, todas as ruas têm mão e contramão. Os motoristas fazem manobras arriscadas para desviar de veículos estacionados nas vias, muitas vezes estreitas. Vamos manter encontros com outras instituições para debater a situação do trânsito encontrada?, avalia o delegado.

 

O enfrentamento da Polícia Civil contra os motoristas embriagados visa ter um trânsito mais pacífico em Parintins. ?Pessoas excedem no consumo de bebida alcoólica e causam riscos, tanto a própria vida, quanto a transeuntes, ao insistirem em pegar veículos automotores. A partir de agora, as pessoas apresentadas pela Polícia Militar, com indícios de embriaguez, vão ser responsabilizados dentro da lei?, anuncia Bruno Fraga.

 

O uso do bafômetro não é imprescindível para elementos aptos à Polícia Civil lavrar flagrantes de condutores alcoolizados. De acordo com o delegado, a lei prevê que outros indícios podem ser levados em consideração como, por exemplo, o hálito das pessoas com cheiro de bebida alcoólica, voz arrastada, desequilíbrio, olhos vermelhos, depoimentos de testemunhas. ?São alguns dos itens para efetuarmos flagrantes de motoristas?, alerta.

 

Outro agravante é o grande número de veículos sem emplacamento e os bandidos se utilizam para praticar assaltos nas ruas. Isso implica em dificuldades na identificação dos criminosos. ?A alta quantidade de motos sem placa torna nosso trabalho complicado?, revela o delegado, ao convocar a população para emplacar os veículos, conforme preconiza a lei, e contribuir com a Polícia Civil a desenvolver trabalhos com mais eficiência. 

 

 

 

 

 

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