Cultura indígena em exposição na associação dos artistas plásticos

Notícia do dia 20/04/2014 Acervos bibliográficos, artefatos dos povos Sateré-Mawé, Apurinã, Hixkaryana, Baniwa, Bororo e telas enriquecem o conteúdo da exposição da Associação dos Artistas Plásticos de Parintins (AAPP), dedicada ao Dia do Índio no Brasil. A exibição foi aberta na tarde deste sábado, 19, e se estende até o feriado de segunda-feira, 21. Neste domingo, 20, a AAPP dará continuidade à programação especial a partir das 9h.

Em destaque, estão telas com temáticas indígenas sobre o Festival de Parintins, cocares da nação Hixkaryana confeccionados com penas de arara, colares Bororo, entalhos em madeira e cestarias dos Sateré-Mawé. De acordo com o presidente da AAPP, Aldamir Sateré, a mostra é resultado de parceria com o movimento indígena. ?Tem o propósito de unificar o trabalho e luta pela cultura indígena da Amazônia?, disse.

A iniciativa visa fazer Parintins reconhecer não só a data, mas valorizar as culturas tradicionais dos indígenas. ?A AAPP recebe um acervo com documentos importantes das lutas e conquistas dos índios do Brasil, assim como obras de arte. É uma forma de transmitir conhecimento para a sociedade parintinense. Acima de tudo, a pessoas se inteirem sobre os conteúdos?, afirmou o presidente.


Outra preocupação é firmar a exposição no calendário de eventos da associação anualmente para o fortalecimento da cultura indígena. ?A exposição está programada até o dia 21 como ponto de referência na cidade e entretenimento. No decorrer de cada dia, vamos trazer mais obras para a exibição ter um requinte de mais opção, em termos de materiais, e documentos que identifique a luta dos povos?, acrescentou.

Relatórios a respeito da violência contra os povos do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dados estatísticos do Ministério da Saúde, programas do Estado do Acre, Amazonas Indígena, editais de projetos e cartilhas da região ainda configuram a exposição. ?É um material bastante rico. Quem tiver essa oportunidade em participar, vai conhecer desde tela de artistas renomados e indígenas. Proporcionamos uma difusão cultural?, frisa Aldamir Sateré.


O artista plástico, Pedro Júnior, retrata aspectos indígenas em uma tela. ?Exaltamos muito da cultura indígena no festival e nos perdemos ao ver essa imensidão. Tudo, produzido por eles, é repassado de geração a geração. Também serve de subsídio para nossos trabalhos e pesquisas?, pontua. Ele avalia que Parintins tem uma casa de trânsito indígena ignorada pela população onde as universidades desenvolvem trabalhos sociais relevantes.

Por Gerlean Brasil                   


   
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