Coordenador da Funai exonerado

Notícia do dia 14/04/2014 O indigenista Pedro de Paula Ramos, o Pedrinho, que estava há sete anos à frente da Coordenação Técnica Local da Funai foi exonerado na segunda-feira (07) do cargo comissionado e avalia que a medida foi uma perseguição política.

Pedro de Paula comentou que a principal causa para a exoneração se deu supostamente a pedido da Coordenação Estadual da Funai, pelas denúncias que fez ao Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) em Brasília, relacionado ao descaso que atualmente passa a coordenação técnica.

Pedrinho disse que se sente injustiçado porque o afastamento do comando da Fundação Nacional do Índio (Funai) não teria motivo administrativo, mas político, salientando que o atual coordenador estadual da instituição não faz parte do governo petista, por isso supostamente pediu a sua saída do órgão.
O indigenista lamentou que o PT estadual não fez nada para mantê-lo no cargo. ?O cara de Manaus quer comer o meu fígado, ele e a presidente da Funai não são petistas, me sinto desamparado porque sou um dos fundadores da sigla no Amazonas e algo poderia ser feito?, lamentou.

Essa não foi a primeira vez que o indigenista enfrenta esse tipo de decisão. Em 2006, na gestão do ex-administrador Victor Santana, Pedrinho também foi exonerado do cargo, porém conseguiu reverter à situação graças ao apoio de petistas, retornando ao órgão nomeado coordenador estadual da Funai.
Ele não chegou a ocupar a função na época porque algumas lideranças indígenas das calhas dos rios Madeira e Negro não acataram a indicação da presidência nacional da Funai para que ele fosse chefe geral do órgão no Amazonas.

Para evitar confrontos entre as lideranças indígenas e uma possível ocupação da sede do órgão em Manaus, Pedro de Paula foi nomeado administrador da Regional Parintins, mas com a extinção da Administração Regional pelo decreto nº 7.056/2009 assinado pelo ex-presidente Lula, passou a ser titular da Coordenação Técnica Local (CTL) de Parintins.

Segundo informações coletadas junto aos servidores, o indigenista especial Rafael Illensser poderá assumir a chefia do órgão.

Tags: