A Polícia Civil investiga o furto de mais de 2.775 puxiruns levados de um cofre da Colônia de Pescadores Z-17, na última quinta-feira, 18. As cédulas variam de 50 centavos a 10 puxiruns e são moedas sociais do Banco de Desenvolvimento Comunitário de Parintins. As moedas furtadas não têm valor de troca nos comércios da área de abrangência do banco, compreendida pelos bairros São Benedito e São José Operário.
Depois do arrombamento, o presidente da Colônia Z-17, Marcos da Luz, registrou o caso na 3ª Delegacia Interativa de Polícia para o processo de investigação. Por outro lado, Marcos da Luz tratou de providenciar alterações das cédulas e orçamento para reimpressão. ?Se, porventura, aquela pessoa aparecer com uma cédula, é suspeita. São cédulas novas que não estão no mercado e foram modificadas, assim como o papel. O papel é plástico?, adverte.

Caso não seja recuperada a quantia, com as devidas cédulas de puxiruns, a gestão do Banco Comunitário deve adotar a medida de reimpressão, com modificação de cor e caracteres. Marcos da Luz garante que o trabalho deve ser recuperado no máximo em 10 dias. ?Apelamos à pessoa que fez isso que o melhor fato é devolver para a gente, porque não tem valor comercial. Gera um crime para quem tiver de posse de uma dessas cédulas?, enfatiza o presidente da Colônia Z-17.
Parceria
O Banco de Desenvolvimento Comunitário de Parintins é resultado da parceria firmada entre a Colônia de Pescadores Z-17 e o Instituto Capital Social da Amazônia, sediado em Belém, no Estado do Pará. O conselho do banco reúne permanentemente e um convênio com a Caixa Econômica Federal, em andamento, vai permitir o funcionamento efetivo. Segundo Marcos da Luz, a Caixa Econômica pediu um prazo de 30 a 60 dias para entregar equipamentos.
Enquanto isso, já houve cadastramento de alguns empreendedores solidários dos bairros São Benedito e São José. Agora, as atenções se voltam à captação de recursos e empréstimos para os empreendedores, por meio de projetos. A comunidade dos referidos atendidos só acesso aos serviços a partir do funcionamento integral. Uma das atividades dentro do banco é fazer circular a moeda social com a venda do peixe mais barato para a comunidade, no período da safra.
Texto: Gerlean Brasil