Cento e oitenta kaçaueré, comandos por quinze coordenadores, atuam desde a manhã de domingo, 23, no transporte dos módulos de alegorias do galpão central do Garantido até a área da concentração do Bumbódromo, na Praça dos Bois, lado vermelho. A distância do galpão à concentração é de 2 quilômetros e 700 metros. A diretoria do Boi Garantido presta toda logística para o transporte com segurança aos empurradores de alegoria durante cinco dias de trabalho.
Os
kaçaueré contam com apoio de batedores do Batalhão Tupinambarana da Polícia
Militar para atuar no trânsito e garantir os trabalhos de traslado com
tranquilidade na rota até a concentração. Além disso, os empurradores têm ajuda
da 3ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (CIBM), ambulâncias à
disposição em qualquer caso de eventualidade e concessionária Eletrobrás Amazonas
Energia, devido às alegorias passarem pela rede de distribuição.
De acordo com o coordenador geral de concentração, Edjander Mota, o Garantido cumpre fases. ?A primeira fase é o traslado de alegorias do galpão para a concentração em um percurso de mais de 2 quilômetros. Fazemos da dificuldade nossa maior virtude. O Garantido é diferente do boi contrário. Esse é o primeiro processo e chego antes a Parintins para definir o planejamento com a Comissão de Artes e artistas?, diz o coordenador.
Após o estacionamento dos módulos na concentração, os kaçaueré iniciam a segunda fase, correspondente ao processo de montagem das alegorias com guindastes e empilhadeiras. Na terceira e última fase é feita a operação de armação do boi. ?Essa fase é para posicionarmos as alegorias, conforme o cronograma de apresentação, para que haja um tempo bem rápido. A Comissão de Artes passa a planta baixa para a gente?, explica Edjander Mota.
Varredura
Antes
do traslado, a equipe de kaçaueré faz movimentação de limpeza no galpão, além
de verificar se tem pedaços de ferro ou madeira em cima dos módulos de
alegorias para evitar possíveis acidentes. A coordenação também repassa o
planejamento à diretoria administrativa e solicita logística, principalmente Equipamentos
de Proteção Individual (EPI) para os kaçaueré.
Texto e foto: Gerlean Brasil