Educar para libertar o povo

Educar para libertar o povo Notícia do dia 26/01/2015

Há uma semana o assunto que tomou conta dos noticiários e redes socais não foi a execução do brasileiro na Indonésia, mas o pedido de clemência por parte do governo brasileiro que apenas cumpriu seu papel diplomático. Isso rendeu criticas à presidenta Dilma Rousseff.

 

A decadência do Big Brother Brasil (BBB) também entrou em pauta, mas não aguentou e ficou esquecido. Apagão no Brasil, com jornalista prevendo catástrofe contra ministro; carnaval em Parintins que pode não acontecer por falta de recursos, orla do bairro União que quando acabar, como diz Edwan Oliveira, “se acabar”, vai trazer melhores condições para os moradores daquela área e criação de Secretaria da Mulher. Enfim, todos esses assuntos trouxeram grandes benefícios para administração municipal.

 

Estes assuntos quase tiram o foco da grande pernada que os professores da rede municipal de Parintins levaram. Não me compreendam mal, mas quando digo que este governo é a sequência do outro, uma espécie de terceiro mandato, é porque as coisas apenas se repetem, principalmente as ações negativas. Só mudaram os atores e a forma de fazer que agora é mais descarada. Tudo é uma sequência do outro. Agora, até já pernada!

 

Ainda em campanha o então candidato falava em valorização dos professores municipais. Estes teriam os direitos respeitados, que não mandaria ninguém comer ovo ou algo do gênero. O tema de sua campanha era o “Povo em primeiro lugar”. Mas, ao que parece, professor não é povo. Mas saibam os senhores que professor forma a opinião do povo. Que situação! Em pleno gozo de férias os professores municipais serão surpreendidos com uma, nada digestiva, surpresa ao retornarem às suas atividades profissionais, em fevereiro. Vejamos, o ministro da Educação anunciou no dia 6 de janeiro, deste ano, que o reajuste salarial seria de 13,01%.

 

Na ocasião pediu que as prefeituras se adaptassem para que, já, em janeiro todos os professores recebessem seus salários com reajuste. Em Parintins as autoridades que cuidam da pasta da Educação resolveram fazer-se de desentendidos, ignoraram o documento reivindicatório da entidade que representa os profissionais da Educação e dão sinais que vão ignorar a recomendação ministerial.

 

Uma fonte ligada a produção de sonífero nos repassou a informação que, “o ministro deixou bem claro que pode pagar em fevereiro o retroativo”, a questão não é essa senhores! O que gostara mesmo de entender é por que não dá pra paga o reajuste agora em janeiro! Ora, agora em janeiro a folha de pagamento é bem menor por estar composta apenas de professores efetivos ou deveria estar. Deixar de pagar com reajuste em outro mês em que a folha deverá estar “inchada” é no mínimo uma atitude pouco inteligente.

Não pagar por que? Não tem dinheiro? A União não repassou a complementação suficiente? Ou são as 17 escolas, cuja empresa teve contrato reincidido, que serão retomadas pela prefeitura, assim como a coleta do lixo, e serão pagas com os recursos do FUNDEB e por isso não tem como fazer o reajuste?

 

Expliquem-me, e me convençam do por quê. Companheiros! É muito fácil pra quem está sendo bem pago para defender a administração, criticar e ironizar nossas ações. Afinal, estão sendo bem pagos para isso. Mas estes senhores não viveram os “anos de chumbo” em 1997 e 1998 quando este grupo político governou a cidade e chamava o FUNDEF de “Fundão” por não saber de que se tratava.

 

Chegaram a dizer que se tratava de fundo federal. É muito fácil dizer que acredita “que põe a mão no fogo”, que vai até o fim. Suas posições são muito confortáveis. E, pra defender seus interesses tem mais é que fazer isto mesmo, a menos que me provem o contrário eu não acredito neste governo. Até agora não mostrou a que veio.

 

Colegas que fazem arte do governo, não sejam inimigos da Educação, evitem o pranto no futuro. Afinal, hoje vocês estão colaboradores, mas sempre serão professores. Vocês que estão mais próximos do poder não permitam que revivamos aqueles anos novamente. Meu pedido é que esta jovem administração, que tinha tudo para ser uma das mais promissoras, acerte e faça a coisa certa. Afinal, quem se propôs a fazer a melhor não pode, repito, não pode fazer igual ou pior. Que até o momento se encaminha para isso. Como diz o narrador esportivo Téo José “Nããããão! Não é assim”.

 

Por: Márcio Farias – Professor efetivo da rede municipal de ensino desde 1996.

 

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